Clichês de Paris – Torre Eiffel

Ir a Paris e não subir na Torre Eiffel é um despautério, é como… como… bem, como ir a Paris e não subir na Torre Eiffel!

Não importa qual seja o seu estilo de viagem — se você é do tipo que curte uma excursão, aquela cambada de gente bonita vestida com  a mesma roupa para não se perder, prestando atenção em tudo o que sua guia está falando (duvido que alguém escute a pobre da guia) ou se você é mais do tipo flaneur, que vai desvendando a cidade sem seguir roteiro –, você vai acabar subindo na Torre Eiffel.

A primeira vez que visitamos Paris estava frio. Mas não era um friozinho qualquer, meus queridos, estava congelando! Então, chegamos aos pés da torre e nos deparamos com o aviso “top frozen”. Exato, não era possível ir até o topo pois estava congelando. Nos contentamos com o segundo andar, mas estava tão fucking frio que tiramos uma foto cada, demos a volta e descemos.

Aproveitando que Juliana e Gabi Forte estavam por aqui e, obviamente iriam para lá, decidimos acompanhá-las.

Dica de amiga: um piquenique no Parc du Champ de Mars não pode faltar. Pra quem não sabe, é um senhor gramado estendido aos pés da torre, assim você se empanturra de queijo brie e ainda aprecia uma das vistas mais lindas do mundo. Glamour, han? MAAAS, se você pensou em um queijinho, salaminhos, não caia na mesma besteira que eu e leve uma faca de plástico, já que não é possível subir com “armas” na torre. Eles dão uma revistada bem básica (básica mesmo, porque eu subi de faca e tudo, mas não vamos arriscar, né?).

Prepare seus pés e seu bom humor, são horas de fila. Horas intermináveis.

Você tem a opção de ir pelas escadas, a fila é consideravelmente menor, mas aí você só pode ir até o segundo andar e devo avisar que são mais de 300 degraus para o primeiro andar e mais de 700 até o segundo. Pode não parecer muito, mas é. Se você tá em boa forma, o que não é o meu caso, vai lá e depois me conta.

A subida é tranquila, o elevador é completamente seguro, mas se você tem medo de altura, não recomendo. Se você, assim como eu, não sabia que tinha medo de altura, é uma ótima forma de descobrir! SÉRIO, me deu um pavor a hora que aquele troço começou a subir, e pelo que eu pude perceber isso não acontece só comigo, tinha um gringo do meu lado entrando em pânico com seu “oh shit! oh shit!”.

Depois de respirar fundo uns minutos, consegui apreciar a vista e até tirar umas fotinhas =)

Trocadéro visto do alto. Foto: Aliki Ribas

Pagando de gatinha e me borrando de medo por dentro

Para saber informações como preços, horários e tudo o que for relevante é só acessar o site, tem a opção de ler em português de Portugual, que já quebra um super galho, né?

Chegamos!

Chegamos! Há dois dias, mas só agora deu vontade tempo de escrever.

Como eu disse no post anterior, pegamos um vôo da Singapore Airlines de São Paulo até Barcelona e lá fizemos conexão até Paris pela AirFrance. Agora eu apanho da Gabriella se não disser que a Singapore é incrível!! Os funcionários são simpáticos, a comida é show, as comissárias são lindas e usam um uniforme muito fofo.

Dito isso… lembram do medo de não nos deixarem entrar na Espanha? Puff, o cara levou longos 30 segundos pra carimbar o passaporte das duas sem fazer NENHUMA pergunta e nos indicar o caminho. Juro que se não tivesse lido tantos relatos chatos diria que é o lugar mais fácil de se entrar na Europa.

O nosso apartamento… bom, o apartamento é pequeno. Muito pequeno. Pequeno pacas. Mas tudo bem, ele é arrumadinho, tem tudo o que a gente precisa para cozinhar, tem roupas de cama e banho e internet.. então tudo bem, né? Ah, e o sofá cama é algo inexplicável, ganha de muita cama por aí (sem ironias, é bom mesmo!)

Ontem fomos dar uma andada para conhecer o bairro, estávamos cansadas e sem pique para andar muito, passeamos por duas quadras e olha ela lá!!!

Depois desse gostinho até decidimos encarar os 4km até lá só para vê-la mais de pertinho! Minhas pernas pediram arrego na metade do caminho e a super chuva que pegamos na volta foi bem chatinha, mas vale a pena.

O nosso bairro é super residencial, cheio de famílias com crianças e velhinhos, poucas lojas, comércio bem local com mercados e uma feira de rua ótima que rola toda quinta-feira.

Hoje fizemos a pé o caminho para o curso de francês, que é do lado do Arco do Triunfo, aí aproveitamos e fomos bater perna pela Champs Élysées.

Estamos fazendo um reconhecimento da área, em breve voltamos com passeios mais legais e informações mais completas.