Farofando com os Franceses

Sabe quando sua família desce para a praia no fim de semana para “farofar” (seu pai com aquele isoporzão cheio de itaipava e dolly guaraná, seu tio com os sandubas de mortadela, sua mãe com a esteira pra todo mundo sentar…) e você morre de vergonha? Fica pensando que não fez nada para merecer tudo isso?

Não fique com vergonha! Farofar é chique, os parisienses adoram uma boa farofa!

Vocês devem estar imaginando que eu estou exagerando e estou falando dos famosos piqueniques franceses. Nananão! Exemplos?

No show da Alanis que fomos em Rouen, todas as pessoas da fila estavam com suas sacolinhas repletas de comida. Entramos na casa de show mais ou menos 1h30 antes do início previsto, o que os locais fizeram? Sentaram no chão e deram início a um banquete! Frutas, saladas, pães, bebidas…

Nos tais piqueniques não é muito diferente, saladas, sacolas térmicas, frutas, vinhos (muitos vinhos)… até gente comendo macarrão da tupperware que trouxe de casa eu vi no parque.

Então, meu caro, liberte-se e seja farofeiro e chique (ou não) como os franceses!

Aí vão algumas fotos que eu tirei no Parc La Villette para você não duvidarem:

Clichês de Paris – Torre Eiffel

Ir a Paris e não subir na Torre Eiffel é um despautério, é como… como… bem, como ir a Paris e não subir na Torre Eiffel!

Não importa qual seja o seu estilo de viagem — se você é do tipo que curte uma excursão, aquela cambada de gente bonita vestida com  a mesma roupa para não se perder, prestando atenção em tudo o que sua guia está falando (duvido que alguém escute a pobre da guia) ou se você é mais do tipo flaneur, que vai desvendando a cidade sem seguir roteiro –, você vai acabar subindo na Torre Eiffel.

A primeira vez que visitamos Paris estava frio. Mas não era um friozinho qualquer, meus queridos, estava congelando! Então, chegamos aos pés da torre e nos deparamos com o aviso “top frozen”. Exato, não era possível ir até o topo pois estava congelando. Nos contentamos com o segundo andar, mas estava tão fucking frio que tiramos uma foto cada, demos a volta e descemos.

Aproveitando que Juliana e Gabi Forte estavam por aqui e, obviamente iriam para lá, decidimos acompanhá-las.

Dica de amiga: um piquenique no Parc du Champ de Mars não pode faltar. Pra quem não sabe, é um senhor gramado estendido aos pés da torre, assim você se empanturra de queijo brie e ainda aprecia uma das vistas mais lindas do mundo. Glamour, han? MAAAS, se você pensou em um queijinho, salaminhos, não caia na mesma besteira que eu e leve uma faca de plástico, já que não é possível subir com “armas” na torre. Eles dão uma revistada bem básica (básica mesmo, porque eu subi de faca e tudo, mas não vamos arriscar, né?).

Prepare seus pés e seu bom humor, são horas de fila. Horas intermináveis.

Você tem a opção de ir pelas escadas, a fila é consideravelmente menor, mas aí você só pode ir até o segundo andar e devo avisar que são mais de 300 degraus para o primeiro andar e mais de 700 até o segundo. Pode não parecer muito, mas é. Se você tá em boa forma, o que não é o meu caso, vai lá e depois me conta.

A subida é tranquila, o elevador é completamente seguro, mas se você tem medo de altura, não recomendo. Se você, assim como eu, não sabia que tinha medo de altura, é uma ótima forma de descobrir! SÉRIO, me deu um pavor a hora que aquele troço começou a subir, e pelo que eu pude perceber isso não acontece só comigo, tinha um gringo do meu lado entrando em pânico com seu “oh shit! oh shit!”.

Depois de respirar fundo uns minutos, consegui apreciar a vista e até tirar umas fotinhas =)

Trocadéro visto do alto. Foto: Aliki Ribas

Pagando de gatinha e me borrando de medo por dentro

Para saber informações como preços, horários e tudo o que for relevante é só acessar o site, tem a opção de ler em português de Portugual, que já quebra um super galho, né?