Rouen, uma viagem no tempo

Capital da região da Normandia, no noroeste da França, Rouen é uma cidade encantadora e com muita história para contar. Saindo de Paris, é só pegar um trem na estação Saint-Lazare e 1h10 depois estará lá. Como a cidade é muito pequena, dá para conhecer em apenas um dia — fazendo um bate-volta — apesar de termos ficado três.

Foto: Aliki Ribas

Uma de suas marcas é a charmosa e conservada arquitetura normanda, repleta de casas com madeirame à vista.

Com 110 mil habitantes, a cidade medieval costuma ter fama por ser onde Joana d’Arc (1412-1431) foi queimada viva, na praça do Vieux Marché. Camponesa, ela entrou na Guerra dos Cem Anos para defender a França dos ingleses. Libertou Orléans e conduziu Carlos 7º à catedral de Reims, onde ele foi coroado rei. Após perder a batalha em Paris, acabou sendo vendida aos ingleses e julgada feiticeira.

Para quem se interessa pela moça, dá para fazer um “tour Joana d’Arc”, que começa pela praça do Vieux Marché (lá estão um museu de cera e uma igreja, mas os dois não são imperdíveis) e termina na torre em que ela ficou presa durante três meses antes de morrer, na rue du Donjon.

Foto: Aliki Ribas

Place du Vieux Marché

Foto: Aliki Ribas

Igreja e cruz que marca o local onde Joana d’Arc foi queimada

Depois de sair da praça, caminhe até o Gros Horloge, um grande relógio astronômico construído em 1389 — e um dos monumentos mais conhecidos da cidade. Seguindo por esta rua, logo dará para ver a catedral Notre-Dame de Rouen. Com uma fachada inteiramente esculpida, a catedral impressionou Monet, que, reproduziu-a na famosa série da igreja pintada em diversos momentos do dia.

É uma das igrejas mais bonitas que já vi (não que eu conheça muitas). O mais impressionante é que ela foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial e ficou parcialmente destruída. Na época, os moradores da cidade ajudaram a manter a estrutura em pé para poder salvar a catedral.

Foto: Aliki Ribas

Por dentro da catedral Notre-Dame de Rouen

A Normandia é conhecida por ser uma região chuvosa e durante nossa viagem não foi diferente. No domingo, praticamente nada abre na cidade — exceto os museus e monumentos, claro — então o ideal seria passar o sábado lá e voltar à noite.

COMO CHEGAR

De Paris: trem que parte da gare Saint-Lazare (€ 20 ida e volta). A passagem pode ser comprada no site da SNCF

SERVIÇO

Museu Joana d’Arc: € 5

Igreja Joana d’Arc: Grátis

Torre Joana d’Arc: € 3

Gros Horloge (para subir): € 6

Cathédrale Notre-Dame: Grátis