Alugando um Apartamento em Paris – Part II

Esse post deveria se chamar “Alugando um Apartamento em Paris – A Saga”.

Eu já havia falado no post Alugando um Apartamento em Paris sobre as imobiliárias e a documentação necessária para alugar um apartamento através delas. Mais uma vez eu faço questão de ressaltar: as imobiliárias são enroladas, o atendimento é ruim e eles não fazem nada para colaborar, além disso, a opinião do proprietário conta muito! Não adianta estar tudo certo com a imobiliária, pois eles entregam um dossiê com suas informações e o cara diz se aceita ou não (isso aconteceu algumas vezes, por diversos motivos tivemos que começar do zero algumas vezes).

Maaas, finalmente conseguimos! Efetuamos hoje o pagamento da taxa imobiliária necessária para fazer a reserva e pronto, agora temos, finalmente, um teto! Alugamos pela Paris Attitude.

Rua de casa no Street View

O apartamento é um minúsculo studio de 17m2. Explico: na época do barão Haussmann os prédios tinham uma divisão praticamente obrigatória. No térreo ficavam os apartamentos pequenos, apertados e de menor valor, normalmente onde morava o zelador. Os andares do meio eram mais valorizados, pé direito alto, grande e espaçoso, onde ficavam os endinheirados. O último andar era o pior de todos, pequeno, com o teto super rebaixado e há 6 ou 7 andares de escadas do chão, normalmente onde moravam as empregadas que trabalhavam nos andares do meio. Isso quer dizer que, se você não é rico, pode se preparar para morar em lugares pequenos no térreo ou no último andar.

Tudo começando a tomar forma… em breve estaremos lá! =D

Agências de Intercâmbio… ou não.

É claro que chegar em uma agência de intercâmbios e comprar um pacote com passagem + translado + moradia + escola por xis reais é muito mais fácil. Você não tem preocupação nenhuma, não é mesmo?

Meu irmão está próximo de fazer um intercâmbio de 1 mês na Nova Zelândia, como minha mãe sabe que vou para a França insistiu para que eu trocasse alguns e-mails com a moça da agência, só para ver se não ficaria mais barato e cômodo para mim. Mais cômodo realmente, mais barato é que chega o problema. Não vou falar o nome da agência, isso vocês encontram em qualquer lugar, mas vou colocar aqui os preços para vocês compararem, prestem atenção nos valores em Euros e em Reais.

1 ano de curso de francês – Agência: 7,400 Euros / A nossa: 6,000 Reais

Moradia – Agência: 1,400 Euros Mensais / A nossa: 700 Euros Mensais

E então, vale mais a pena contratar um serviço pronto ou perder algumas horinhas do seu dia para dar uma pesquisada? Sem contar que o prazer de programas toda sua viagem é incrível, desta maneira, mesmo de longe você vai começando a entrar no clima do lugar.

Para quem vai para outros países eu não sei, mas se você vai para a França, a comunidade de Brasileiros na França do Orkut é bem interessante, as pessoas tiram suas dúvidas com quem já mora lá há um tempo e já passou pelas mesmas dificuldades que você encontrará. Eu acho que a Gabi já falou sobre isso, mas vale reforçar a ideia.

Rua do nosso apê durante as férias em Paris

Salão de Pós-Graduação na Europa

A maioria das pessoas que pensam em estudar fora não sabem nem por onde começar: o que estudar? onde estudar? em qual instituição? As dúvidas são inúmeras e se você não é um maníaco de internet tipo a Gabriella, provavelmente não vai descobrir tudo isso sozinho.

A dica é Euro-Pós, que nada mais é do que um salão europeu de pós graduação! Lá você pode entrar em contato e conhecer um pouco as mais de 100 universidades que participam do evento. Tem para diversas áreas de estudos e diversos países.

No site você tem um monte de informação bacana.

O evento acontece gratuitamente nos dias 19 e 20 de novembro de 2011, das 14h às 19h no Palácio das Convenções do Anhembi (Avenida Olavo Fontoura, 1209)

Ah, tem que fazer a inscrição no site. A minha já está feita!

Biblioteca da Sorbonne

A vida é feita de escolhas…

Falta mais ou menos um ano para que a gente vá para a França – mais ou menos porque nossa aula de francês começa lá pelo dia 20, mas não sabemos qual dia nosso visto será liberado para que possamos entrar no país. Hoje eu comecei a minha limpa de coisas que vão para Paris e coisas que não vão. Pode parecer precipitado fazer isso assim tão cedo, mas como eu não moro na casa dos meus pais, não posso simplesmente deixar as coisas do jeito que estão, preciso levar para Curitiba.

Pode parecer simples escolher o que vai e o que fica, mas para a canceriana sentimental que tem apego às suas coisas, é bem complicado. Além disso, fazer essas escolhas me faz pensar o quão grandiosa é toda essa jornada que eu estou prestes a entrar. Eu tenho uma vida segura aqui, conheço tudo e todos. Tenho a minha grande coleção de DVDS e quadros. Sei onde fica o mercado e onde comprar roupas. Sei como funcionam os costumes, as políticas, o sistema.

Não importa o quanto eu pesquise e leia sobre Paris e a vida dos franceses, não importa que eu tenha passado 10 dias lá, isso não me dá uma dimensão real do que vou encontrar. Isso me assusta, isso me excita. Um ano!

Estes são alguns dos que vão ficar. Ai que dor no coração.

Vovô Ferdinando Part IV

Essa novela vai longe…

No feriado da Páscoa fui até Boa Esperança, uma cidadezinha no interior de MG, onde mora a irmã do meu avô, Ivone.  Lá eu pude descobrir algumas coisas – não muitas –  mas deu para avançar.

Lá eu peguei a certidão de nascimento da Ivone, e descobrindo o cartório em que ela nasceu eu poderia ter alguma informação sobre o Ferdinando, já que a certidão do meu avô não ajudou muito. Como a vida não tem sido muito fácil pro meu lado, é ÓB VIO que não tinha nada de útil. Lá a moça me falou que eu poderia tentar ligar onde a Ivone se casou, em Mococa (São Paulo) talvez eu descobrisse algo.

Um cara com muita má vontade foi buscar a tal certidão, e lá dizia que Ferdinando tinha 64 anos quando ela casou, em 1980. Bom, pelo menos o ano de nascimento do vovô eu tinha, 1916!

Depois disso, liguei para o cartório de Boa Esperança, onde está o atestado de óbito do Ferdinando, lá descobri que ele nasceu em Silveira Martins, RS, e casou em Arroio do Só, RS. Oba! Era só ligar para essas cidades e eu descobriria alguma coisa sobre quem realmente interessa, meu trisavô. Liguei para Silveira Martins e nem sinal de Ferdinando por lá! Mas quando estive em Boa Esperança pedi para um primo de minha mãe pegar uma segunda via da certidão de óbito. Ele pegou! Chegou essa semana, e com outra data de nascimento de Ferdinando, 1914. Agora preciso ligar em Silveira Martins outra vez para tentar algo nessa nova data.

Continuem acompanhando os próximos capítulos…

Para comemorar as quase 800 visitas no blog e relembrar os bons momentos que passamos em Paris, vou deixar para vocês este rápido vídeo que fiz com algumas imagens bacanas, especialmente da Diandra! hahahaha

Mas… e a praia?

Uma das minhas grandes preocupações quando começamos a pensar em França foi sobre a praia. Tudo bem, eu não moro no Rio de Janeiro e nem vou para a praia o ano todo, mas sei que quando quiser ir ela estará ali bem perto, toda linda e cheia de cerveja me esperando. Por isso resolvi pesquisar sobre as praias francesas.

Eu vou falar sobre a parte mediterrânea, que pelas pesquisas parece ser o lugar mais bonito.

Cassis

A Riviera Francesa ou Costa Azul é toda uma região que fica nesta parte sul da França, é considerada uma das mais luxuosas, caras e sofisticadas do mundo. É lá que fica Cannes, por exemplo, que recebe todo ano o Festival de Cinema de Cannes. Agora no litoral como um todo você pode encontrar Nice, St. Tropez, Marseille e muitas outras praias bem famosas.

Para quem vai para as praias brasileiras e adora pegar o famoso sol de 40°C, pode tirar o cavalinho da chuva. Com muuuita sorte a gente consegue pegar uns 27°C em alguma dessas praias.

Ah, um detalhe que eu já ia esquecendo de mencionar, Paris fica no norte da França, já essas praias ficam lááááá no sul, ou seja, é preciso, literalmente, atravessar o país.

St. Tropez

E aí, será que conseguimos matar nossa saudade nas praias francesas?

Naturalização francesa

Enquanto procrastino no trabalho, estava pesquisando sobre a naturalização francesa, por curiosidade. Então resolvi compartilhar o que descobri aqui com vocês.

Depois de cinco anos morando em território francês, você pode pedir a naturalização. Como lá eles são bacanas, não há necessidade de abdicar de sua nacionalidade (no caso, brasileira), então vai funcionar como uma dupla-cidadania.

Para provar que passou os cinco anos morando legamente no país, é preciso apresentar o visto e o exame médico que você faz na imigração quando vai pegar seu titre de séjour, logo quando chega na França. Ah, e claro, pagar uma módica taxa de 340 euros para se tornar francês.

Depois disso, você precisa provar que tem conhecimentos da cultura francesa (pelo que eu entendi se faz uma provinha, na qual é preciso cantar o hino nacional…hahaha) e é fluente da língua – comprovado quando você tem o DALF. Mais informações no site do Service Public.

Enfim, achei mais fácil e mais barato do que tirar a cidadania italiana. Mas continuo na busca dos documentos.

Será que vou ter um desse?

Onde morar?

Essa é uma pergunta que nós mesmas estamos nos fazendo. Mesmo depois de trocar uns 200 e-mails, não conseguimos decidir nada.

Paris é dividida em 20 arrondissements, estes estão distribuídos de acordo com uma espiral que se desenvolve no sentido dos ponteiros do relógio a partir do centro do mapa, onde fica o Louvre. Quando nós fomos para lá, ficamos em um apê charmosinho em Le Marais, que fica entre o 3 e o 4. Muito perto do Louvre, da Bastilha e no mesmo bairro do Pompidou.

Não vou mentir, nossa vontade era ficar por lá mesmo, mas não é o lugar mais barato.

Boatos diziam que morar em Monmartre (18 arrondissement) era relativamente barato, por ser um lugar mais afastado e “longe” de tudo. Nossas pesquisas dizem que isso é mentira. Esse é o lugar onde filmes como Moulin Rouge e O Fabuloso Destino de Amelie Poulain foram rodados, com essas e outras referências cinematográficas o bairro passa a ser muito procurando, portanto, caro!

Outra opção que chegamos a pensar foi morar fora de Paris, na periferia mesmo. Alguns lugares dizendo que é maravilhoso, outros dizem que é realmente muito perigoso, sem contar que já cansamos de ver na TV e ler nos sites e jornais da vida que é MESMO perigoso. Como não somos de lá e não queremos correr o risco, essa é uma possibilidade que para nós está cancelada.

Estamos procurando apes em alguns sites, Paris Apartment e Lodgis, por exemplo.

Nossa busca por um lar ainda é longa, vamos ver no que vai dar!

Maaaas, já que eu falei de filmes, vou aproveitar e recomendar um bem fofinho que assisti recentemente e que também é filmado em Monmartre.

O Pequeno Nicolau (Le Petit Nicolas) mostra a história de um pequeno francês que entende, por engano, que vai ganhar uma irmãzinha.  O desespero toma conta, pois ele acredita que será abandonado quando a nova integrante da família chegar.

Transporte em Paris

No pouco tempo que passamos na França foi fácil perceber que os transportes públicos lá são o forte na locomoção. Não andamos de ônibus, mas tem linha de metrô na cidade toda! E o melhor, mesmo quando cheio, não há muvuca.

As bicicletas também invadem as ruas da capital francesa. Para quem, assim como eu, não tem bicicleta, ha uns postos de auto-atendimento onde é possível alugar por um preço camarada, são cerca de 20,6 mil bicicletas distribuídas por mais de 1,45 mil postos.  

Agora, se você pretende andar motorizado, é bom saber que o GRANDE forte lá são as scooters e ao contrário do que acontece no Brasil, o trânsito lá é

bem tranquilo. Os franceses costumam respeitar as leis, limites de velocidade, pedestres… e como não tem motoboy, andar de scooter é relativamente seguro!

Para dirigir na França ou em qualquer país da U.E, você precisa ter a Carteira Internacional de Habilitação, com ela o cidadão pode dirigir normalmente durante um ano. Ela deve ser apresentada juntamente com a original brasileira ou seja, o condutor deve estar portanto sempre as duas juntas!

Cada DETRAN tem sua “legislação” específica, então se você não é de São Paulo precisa procurar na sua cidade.

Aqui em São Paulo é simples

Procedimentos:

  • Deve ser o interessado, ou procurador legal, através de procuração por instrumento público, com firma reconhecida por autenticidade. Fica dispensada a procuração, quando comprovado o grau de parentesco, de: avós, pais, irmãos, filhos e cônjuges.
  • Dirigir-se ao Setor de Habilitação para Estrangeiro do DETRAN
  • Requerimento em 2 vias formalizado pelo condutor interessado.
  • Cópia da Carteira Nacional de Habilitação, dentro do prazo de validade.
  • Dirigir-se a rede bancária autorizada, para recolher a taxa referente à expedição da Permissão Internacional para Dirigir – PID, utilizando o código da receita 425-0, no valor de R$ 191,95 ou de R$202,95 no caso de solicitação da entrega do documento por meio dos correios.

Atenção, a Permissão Internacional para Dirigir, não será expedida ao condutor que:

  • Habilitado exclusivamente para conduzir ciclomotores – ACC
  • Durante o cumprimento da penalidade de suspensão do direito ou cassação da permissão para dirigir.
  • Quando pendentes restrições administrativas ou judiciais impeditivas à expedição da Carteira Nacional de Habilitação.

Para mais informações é só entrar no site do DETRAN.

 

Ah, muita gente tem vindo tirar dúvidas comigo por MSN ou Gtalk, postem as dúvidas nos comentários, assim podemos ajudar todos! =]

Finalmente, um rumo!

Depois de mudar de ideia 15364758 vezes, eu e Aliki conseguimos, finalmente, decidir o que vamos fazer. Vamos para Paris em junho, estudar na France Langue durante um ano. Depois disso ainda não temos certeza do que vai acontecer, mas não é o momento para esse tipo de preocupação.

Conseguimos escolher o rumo de nossos estudos depois de ir ao Ifesp ontem, conversar com a coordenadora Alexandrine. Por um momento, havíamos cogitado ir para a França somente em setembro, direto para a pós-graduação.

As meninas já explicaram o que é o Ifesp no post “Um Visto, Duas Olheiras e uns Sorrisos“. Chegamos lá achando que a moça iria iluminar a nossa vida, mas não foi nada disso. Ela simplesmente traduz o que está escrito em sites como Campus France ou o da universidade que você pretende cursar.

Depois disso, te passa para uma secretária para, a todo custo, te vender um curso de francês. No fundo, esse é o lance deles. Lógico que ela deve ajudar na hora de montar o dossiê de candidatura (necessário para entrar nas universidades francesas), mas a partir do momento que você está fluente na língua, já não há a menor necessidade.

Fora que o curso é uma fortuna, mais caro que na Aliança Francesa, por exemplo. E já que é pra gastar dinheiro, que seja em Paris!

Dica


Para aproveitar o fim de semana já pegando familiaridade com a língua, sugiro a Oui FM.

Quando estivemos em Paris no fim do ano só ouvíamos essa rádio, que toca rock francês (pode soar estranho, mas não toca só isso…hahaha). Au revoir!