Chegamos!

Chegamos! Há dois dias, mas só agora deu vontade tempo de escrever.

Como eu disse no post anterior, pegamos um vôo da Singapore Airlines de São Paulo até Barcelona e lá fizemos conexão até Paris pela AirFrance. Agora eu apanho da Gabriella se não disser que a Singapore é incrível!! Os funcionários são simpáticos, a comida é show, as comissárias são lindas e usam um uniforme muito fofo.

Dito isso… lembram do medo de não nos deixarem entrar na Espanha? Puff, o cara levou longos 30 segundos pra carimbar o passaporte das duas sem fazer NENHUMA pergunta e nos indicar o caminho. Juro que se não tivesse lido tantos relatos chatos diria que é o lugar mais fácil de se entrar na Europa.

O nosso apartamento… bom, o apartamento é pequeno. Muito pequeno. Pequeno pacas. Mas tudo bem, ele é arrumadinho, tem tudo o que a gente precisa para cozinhar, tem roupas de cama e banho e internet.. então tudo bem, né? Ah, e o sofá cama é algo inexplicável, ganha de muita cama por aí (sem ironias, é bom mesmo!)

Ontem fomos dar uma andada para conhecer o bairro, estávamos cansadas e sem pique para andar muito, passeamos por duas quadras e olha ela lá!!!

Depois desse gostinho até decidimos encarar os 4km até lá só para vê-la mais de pertinho! Minhas pernas pediram arrego na metade do caminho e a super chuva que pegamos na volta foi bem chatinha, mas vale a pena.

O nosso bairro é super residencial, cheio de famílias com crianças e velhinhos, poucas lojas, comércio bem local com mercados e uma feira de rua ótima que rola toda quinta-feira.

Hoje fizemos a pé o caminho para o curso de francês, que é do lado do Arco do Triunfo, aí aproveitamos e fomos bater perna pela Champs Élysées.

Estamos fazendo um reconhecimento da área, em breve voltamos com passeios mais legais e informações mais completas.

 

Entrevista no Consulado da França – Parte 3 (e última!)

Hoje foi a minha vez de retornar ao Consulado da França em São Paulo para tirar (ou não) o visto de estudante para curso de francês. Se você chegou agora e não sabe do perrengue que passamos, tudo está descrito com detalhes nas partes 1 e 2.

Como a Aliki foi cobaia na terça-feira, não tive problemas. O esquema era o mesmo: checar documentos com o Rafael (um pouco simpático) e pegar o visto efetivamente com a adorável (só que não) Solange. Como de costume, minha entrevista estava marcada para às 9h15, mas só me chamaram quase uma hora depois.

Rafael olhou meus documentos bem por cima – o que não significa que devemos ignorar as recomendações e não levar todos os papéis solicitados. Logo lembrou que meu caso era igual ao da Aliki, não perguntou mais nada e me mandou para a Solange.

Ao contrário de tudo o que li em blogs sobre estudar na França e da experiência que a Aliki teve, a mulher foi a pessoa mais simpática do universo comigo! O ápice foi na hora de tirar a foto para o visto. Nunca sorrio em fotos, porque odeio. Então a Solange pediu para eu me ajeitar e mandou: “dá um sorrisinho de Monalisa pelo menos”. Continuei com a minha cara de sempre. “Poxa, nem parece que você está indo pra França! Dá um sorriso de Monalisa!” No final, até me mostrou a foto. Saí de cara amarrada, pra manter a tradição.

Ou seja, Solange pode não ser o bicho-papão do consulado. Não sei se porque era sexta-feira ou se ela estava mesmo feliz, mas fica a dica para agendar entrevista mais para o fim da semana! hahaha

Dia 28/5 é só ir buscar o passaporte no consulado! Viajamos na madrugada do dia 11 para o dia 12 de junho.

Entrevista no Consulado da França – Parte 1

Como nada nesta vida é tão simples quanto parece, lá vai a nossa saga no Consulado da França em São Paulo para conseguir o visto de estudante. Eu tinha entrevista marcada para o dia 26 de abril, às 11h. Lembrando que não é possível agendar a entrevista no consulado sem antes passar pelo processo Campus France.

Fui atendida com uma hora de atraso por um rapaz meio simpático, apesar do consulado estar praticamente vazio. Tinha apenas uma pessoa na minha frente. De toda aquela papelada que eles exigem para estudantes (veja aqui), não olham nada dos originais, somente a carta de financiamento, o passaporte – é claro – e um formulário que deve ser levado já preenchido (que você encontra neste link). O restante da burocracia é toda em cópias.

O grande problema é que nem Campus France, muito menos o site do consulado, informam que para conseguir o visto de estudante de curso de francês, além do comprovante de estar inscrito em um curso de 20h semanais reconhecido pelo Ministério Francês da Educação, é necessário pagá-lo INTEGRALMENTE pelo período em que se está solicitando o visto.

Por isso, vamos ter que retornar ao consulado em outra data.

Aí pensamos: “é só pagar, ok”. Só que estávamos inscritas na Aliança Francesa de Paris, que aceitava pagamento apenas por cartão de crédito e nenhuma de nós possui um limite tão alto. Assim, mudamos de escola e agora vamos estudar na France Langue (que aceita pagamento por transferência bancária), mas eles só estão vendendo cursos até dezembro e, inicialmente, queríamos solicitar o visto até fevereiro – o que não será mais possível. A ideia é renovar quando estivermos lá.

Para trocar de curso é necessário comunicar a Campus France e enviar por e-mail uma cópia da carta de inscrição da nova instituição. Depois, é só reagendar a entrevista no consulado.

Alugando um Apartamento em Paris – Part II

Esse post deveria se chamar “Alugando um Apartamento em Paris – A Saga”.

Eu já havia falado no post Alugando um Apartamento em Paris sobre as imobiliárias e a documentação necessária para alugar um apartamento através delas. Mais uma vez eu faço questão de ressaltar: as imobiliárias são enroladas, o atendimento é ruim e eles não fazem nada para colaborar, além disso, a opinião do proprietário conta muito! Não adianta estar tudo certo com a imobiliária, pois eles entregam um dossiê com suas informações e o cara diz se aceita ou não (isso aconteceu algumas vezes, por diversos motivos tivemos que começar do zero algumas vezes).

Maaas, finalmente conseguimos! Efetuamos hoje o pagamento da taxa imobiliária necessária para fazer a reserva e pronto, agora temos, finalmente, um teto! Alugamos pela Paris Attitude.

Rua de casa no Street View

O apartamento é um minúsculo studio de 17m2. Explico: na época do barão Haussmann os prédios tinham uma divisão praticamente obrigatória. No térreo ficavam os apartamentos pequenos, apertados e de menor valor, normalmente onde morava o zelador. Os andares do meio eram mais valorizados, pé direito alto, grande e espaçoso, onde ficavam os endinheirados. O último andar era o pior de todos, pequeno, com o teto super rebaixado e há 6 ou 7 andares de escadas do chão, normalmente onde moravam as empregadas que trabalhavam nos andares do meio. Isso quer dizer que, se você não é rico, pode se preparar para morar em lugares pequenos no térreo ou no último andar.

Tudo começando a tomar forma… em breve estaremos lá! =D

Entrevista Campus France

Para estudar na França, todos precisam passar pelo processo do Campus France, uma espécie de órgão do governo francês. No site você encontra um guia que ensina como preencher os formulários na internet e dar continuidade ao processo. É só passando pelo Campus France que você pode, então, ir até o consulado francês pedir o visto de estudante (isso vale para todos, de curso de francês a doutorado).

Depois de preencher os formulários, enviar a documentação pedida e pagar a módica (só que não) taxa de R$ 335, você estará apto a passar por uma entrevista (agendada por e-mail), em que o entrevistador definirá se você pode ou não ir para o consulado. Como estou planejando minha estadia em Paris há um ano, já havia lido em diversos blogs e comunidades que essa entrevista era apenas uma burocracia imbecil para ganhar dinheiro fácil. E é.

Minha entrevista foi agendada por eles na unidade da Aliança Francesa na República. Estive lá ontem, para ser entrevistada pela simpática Lúcia Claro. Eu não estava nervosa, porque sabia que era um procedimento de praxe, mas a entrevistadora tentou me deixar bastante à vontade.

Papel que comprova a conclusão do processo Campus France e deve ser apresentado no consulado francês

Depois de anotar meus dados, ela começou a seguir um roteiro de perguntas, mais ou menos assim:

– Fala inglês?

– O que vai fazer na França? Duração do curso?

– Descreva seu percurso acadêmico desde o ensino médio

– Trabalha na área de formação?

– Por que estudar francês na França e não no Brasil?

– No que essa experiência vai contribuir para sua vida profissional?

– O que pretende fazer quando voltar para o Brasil?

– É independente? Não terá problemas para viver sozinho em um país estrangeiro?

 

A conversa toda durou por volta de 30 minutos. O interessante é sempre deixar bem claro que você pretende mesmo voltar para Brasil, não importa se essa não é sua intenção. Ter um projeto de estudos bem definido também é bacana. Eu, como sei bem o que quero fazer lá (francês e depois mestrado em História da Arte), passei bastante segurança em minhas respostas e fui ganhando a aprovação da entrevistadora, que pareceu bem satisfeita com meu projeto de estudos.

Ao final, ela assina um papel que é preciso mostrar no consulado, provando que você concluiu o processo Campus France. Agora é só esperar a entrevista no consulado francês, em 26 de abril. Como meus pais não vão me bancar, estou um pouco apreensiva quanto a grana, mas acho que vai dar tudo certo.

Sobre o apartamento, até agora não conseguimos alugar. As imobiliárias são bastante enroladas e um dos proprietários, que ficava com o apartamento vago em abril, não quis nos aceitar apenas em junho.

Para acessar os guias Campus France, clique aqui

Alugando um Apartamento em Paris

Conseguir um apartamento em Paris pode não ser a tarefa mais difícil da sua vida, mas eu garanto que fácil não será!

Vamos começar com uma pequena aula de história e geografia: Paris é uma cidade muito pequena! Comparar com São Paulo seria covardia, então vou comparar com Curitiba. A capital paranaense tem (segundo a Wikipédia, nhé) 434,967 km² enquanto a capital francesa tem 105.4 km2

Sim, Paris é uma cidade linda, charmosa, com prédios baixinhos e de arquitetura deslumbrante, isso tudo é culpa do barão Haussmann, nomeado por Napoleão III como prefeito de Paris (em 1853). Haussmann fez, literalmente, uma reforma na cidade toda e foi então que ele determinou a altura dos prédios, estilo arquitetônico, etc, isso significa que praticamente todos os prédios de Paris tem 6 ou 7 andares.

Isso tudo faz de Paris uma capital pequena, apertada e com poucos apartamentos disponíveis. O mais importante é que você até consegue encontrar alguns studios bacanas, mas eles são caros, muito, muito caros.

Dito isso, vamos falar de imobiliária. Depois de muito pesquisar decidimos que as mais confiáveis, seguras e (teóricamente) fáceis de se conseguir são a Lodgis e a Paris Attitude. Como nós somos brasileiras, desconfiadas de tudo e de todos, escolhemos as que têm mais referências, sabe como é né, não podemos correr o risco de chegar lá de mala e cuia e ficar na rua.

Ambas fazem contratos curtos e longos. Para contratos acima de três meses você vai precisar de: última declaração de renda e copia do passaporte, se for estudante pode apresentar o atestado escolar e cópia do passaporte, e os documentos financeiros de um fiador (passaporte, contrato de trabalho, imposto de renda e as três últimas folhas de pagamento). Seu fiador pode ser brasileiro, mas ele precisa ter um salário de ao menos 3x o valor do aluguel.

o nosso quase contrato

Além disso tudo, você vai precisar se preparar para o atendimento, que é lento e confuso. Estávamos com o contrato assinado com a Paris Attitude, prontas para efetuar o pagamento e desistimos por causa das trapalhadas de quem estava nos atendendo. Decidimos então fechar com a Lodgis e esta semana tivemos que fazer um DDI para falar com a atendente… vou te dizer, que mulherzinha atrapalhada que não entende nada! Troquei quase 30 e-mails com ela, e ela simplesmente não entendia o que eu queria.

Finalmente depois disso tudo eles fazem o pedido ao proprietário, a imobiliária monta um “dossiê” com todas as suas informações e o cara diz se vai te aceitar ou não, agora, se ele não aceitar você precisa começar tudo novamente.

Nós estamos esperando a resposta. Boa sorte para nós e para vocês!

Salão de Pós-Graduação na Europa

A maioria das pessoas que pensam em estudar fora não sabem nem por onde começar: o que estudar? onde estudar? em qual instituição? As dúvidas são inúmeras e se você não é um maníaco de internet tipo a Gabriella, provavelmente não vai descobrir tudo isso sozinho.

A dica é Euro-Pós, que nada mais é do que um salão europeu de pós graduação! Lá você pode entrar em contato e conhecer um pouco as mais de 100 universidades que participam do evento. Tem para diversas áreas de estudos e diversos países.

No site você tem um monte de informação bacana.

O evento acontece gratuitamente nos dias 19 e 20 de novembro de 2011, das 14h às 19h no Palácio das Convenções do Anhembi (Avenida Olavo Fontoura, 1209)

Ah, tem que fazer a inscrição no site. A minha já está feita!

Biblioteca da Sorbonne