As Mulheres do 6º Andar

No post anterior eu falei sobre a divisão dos apartamentos em Paris, e é justamente este o assunto retratado no filme ‘As Mulheres do 6º Andar’.

Em Paris a divisão dos apartamentos acontece da seguinte maneira: no térreo os apartamentos são pequenos, normalmente com 15 ou 20 metros quadrados, onde antigamente moravam os zeladores dos prédios (onde nós vamos morar). Nos andares do meio moravam os monsieur. O primeiro andar é maior, mas não muito valorizado por sere próximo da rua. Os melhores andares são segundo e terceiro, mais alto do que isso as escadas para subir são muitas e a valorização do imóvel também cai. O último andar, geralmente o 6º é onde moravam as empregadas domésticas. No sexto andar,normalmente, os quartos tem 9 metros quadrados e o banheiro é coletivo, além disso, o telhado os prédios é reclinado, o que faz com que os quartos sejam extremamente apertados e com o teto fazendo uma diagonal no meio do quarto.

Atualmente a única coisa que mudou foi a decoração e os moradores, nas nossas buscar por apartamentos encontramos MUITOS apartamentos assim, e um detalhe é que a maioria não tem vaso sanitário, tem um lance com um buraco no chão, e você que cague em pé! Por isso os apartamentos mais baratos que você vai encontrar são esses minúsculos!

‘As Mulheres do 6º Andar’ se passa em Paris na década de 60 e conta a história de um casal super conservador que assume a casa depois da morte da mãe e dão um jeito de se livrar da velha empregada que trabalhava lá há anos. Quando eles contratam uma espanhola recém chegada a vida deles muda completamente. Na verdade é uma comedinha romântica abarrotada de clichês, com situações fantasiosas e bobas, mas ainda assim bonitinho. E se você quer saber como são as moradias francesas, é perfeito.

 

 

Non, je ne regrette rien

Enquanto nada de novo nos acontece, pego um filminho francês e vou me familiarizando com a sonoridade da língua (não consigo entender muito mais do que je e, às vezes, a pronúncia de alguns números).

O dessa semana foi Piaf – Um Hino ao Amor. Confesso minha ignorância: já tinha escutado Non, je ne regrette rien, mas não fazia ideia de quem era a tal cantora francesa.

O filme não é nenhuma grande obra que vá entrar para a história do cinema mundial, mas cumpre bem o objetivo de homenagear uma grande artista e, principalmente, contar sobre sua vida e obra. Acontece que o filme é cheio de detalhes, tantos que a história acaba ficando meio longa além do necessário (mais de 2h de filme). Como todo grande artista, Edith Piaf teve uma infância terrível, adolescênciaconturbada e uma vida adulta cheia de dramas. A história vale a pena!

Aí fica um trecho do filme com a única música que eu conhecia.