Considerações sobre o curso de francês

Depois de quase três meses de curso na France Langue, acho que já me sinto em condições de fazer uma avaliação. Escolhemos esta escola por ser a mais barata com o selo FLE, e por isso uma das instituições aceitas pelo Consulado da França em São Paulo para conceder o visto de estudante. É evidente que aprendi muito neste período, já que hoje consigo me comunicar com mais facilidade e a compreensão oral também avançou bastante.

Mas como nada nesta vida é perfeito, o curso tem alguns problemas. O primeiro é a falta de organização da própria escola. Para atingirmos as 20 horas semanais exigidas para conseguir o visto, temos 3 ateliês complementares às aulas, com duração de 1h30 cada. A forma como esses ateliês são ensinados acabam tornando-os bastante inúteis. Os conteúdos simplesmente não conversam com o que aprendemos em classe e pessoas de níveis diferentes vão parar na mesma turma — imagino que outras salas estejam lotadas e elas sejam jogadas lá.

As salas são realmente pequenas para a quantidade de alunos que recebem (entre 15 e 18), isto na unidade que estudamos, Léonard de Vinci (a sede), mas existem outras três.

No geral, os professores são bons e possuem conhecimentos em várias línguas, o que facilita quando você está com alguma dúvida que não pode ser perguntada apenas em francês. Só me incomoda muito o fato de não sermos avaliados de nenhuma forma, eles seguem o conteúdo do livro Alter Ego (usado pela Aliança Francesa) e beleza. Se você ficou para trás em algum tópico, nunca vai descobrir.

Para quem quer imergir na cultura francesa, há diversos encontros e passeios antes e depois das aulas, em que além de conhecer pontos turísticos ou lugares curiosos de Paris — obviamente — só se fala francês. Um professor sempre acompanha os interessados nestes passeios.

Ah, se você busca um lugar para fugir de brasileiros, a France Langue não é o mais indicado. Nós somos a segunda nacionalidade com maior número de alunos na escola, só perdendo para os japoneses (eu diria asiáticos em geral), claro.

Aula na sala da Aliki

Festinha de recepção

 

Despedida da minha professora, que saiu de férias

Entrevista no Consulado da França – Parte 2

Como a Gabi já havia dito no post anterior, tivemos que remarcar nossa entrevista no consulado, desta vez com um novo curso de francês pago e os comprovantes todos em mãos, para então, quem sabe, conseguirmos o visto.

Ao contrário da nossa primeira visita, o lugar estava bem cheio (não como o consulado americano, obviamente) e meio desorganizado. Desta vez tinham duas pessoas atendendo, o Rafael e a Solange, aqui vale uma rápida explicação:

Se você está planejando ir morar na França e assim como nós adora ler uns blogs e comunidades por aí, já deve ter ouvido falar da Solange. Todo mundo toca o terror, dizendo que ela é o bicho papão do consulado! Então, muita hora nessa calma! (sic). 

Voltando.

Como na minha primeira visita eu já havia falado com o Rafael e sabia que com a Solange não seria lá muito bem atendida, fui na fila dele, lógico. Primeiro problema: o visto será concedido (ee!) mas só para o dia que começa a aula. Muita gente diz por aí que eles costumam dar o visto com entrada para pelo menos uma semaninha de antecedência, para você poder entrar no país tranquilo e caso queira ir antes para se adaptar, sem problemas! Baah, errado! Se isso existia, mudou. Teremos que entrar na França como turistas mesmo, e depois nosso visto vale automaticamente. Isso não chega a ser um super problema, mas passar pelo caras da imigração nunca é exatamente legal.

Tudo pronto com o Rafael, ele me manda a para a fila de quem? Solange!! Ela é quem estava tirando as fotos e pegando as digitais, show! Quer saber? Ela é tudo isso o que falam mesmo: grossa, mal educada e tem cara de maluca. De cara implicou com o fato de eu ter um curso de 6 meses e um contrato de aluguel para 9 meses. O coitado do Rafael foi quem veio me salvar e dizer que não havia problema, que eu tentaria renovar quando chegasse lá. Depois de muuuito tempo discutindo isso ela aceitou as condições, e na hora de fazer meu cadastro é óbvio que o sistema travou (devo dizer que eu fiquei quase duas horas em pé e com o pé machucado, beijos alegria).

No final das contas deu tudo certo, finalmente tenho o visto, para 6 meses, mas tenho! Tenho que voltar para buscar o passaporte no dia 27 de maio! yey! Sexta-feira é o dia da Gabi, torçam por ela.

Ps: Não esqueçam que o visto custa R$ 123,15 e a Solange é quem cobra, então levem trocado!