Sim, nós temos visto!

Yes we can!

Visto em mãos, mala quase pronta, ansiedade de sobra e um medo: entrar na Europa.

Como nós já explicamos nos posts anteriores, tivemos que mudar de curso, logo, o início das aulas, que antes era em 18 de junho, passou para 2 de julho. Como nossa passagem foi comprada no séc 30 a.C, embarcamos no dia 12 de junho (tá acompanhando?). Ah tudo bem, Aliki, enquanto isso você entra na Europa como turista mesmo e aproveita esse tempo livre para passear. Claro, tudo seria lindo se a nossa entrada não fosse pela Espanha.

Se você não sabe o que está acontecendo com os nossos hermanos do lado de lá do oceano, dá uma passeada por uns sites de notícia, mas para simplificar eles adotaram umas medidas escrotas contra imigrantes, estão barrado em média 8 brasileiros por dia. Em 2011 foram 1400 barrados no total. Agora o Brasil adotou a lei da reciprocidade e está barrando espanhóis também , lindo não? NÃO!

O que conta a nosso favor é que temos o visto francês que começa a valer dali uns dias, além disso fizemos o seguro saúde que eles exigem para turistas, então eles não motivos reais para nos barrar, mas vai saber se o cara vai acordar de bom humor bem nesse dia.

 

Entrevista no Consulado da França – Parte 3 (e última!)

Hoje foi a minha vez de retornar ao Consulado da França em São Paulo para tirar (ou não) o visto de estudante para curso de francês. Se você chegou agora e não sabe do perrengue que passamos, tudo está descrito com detalhes nas partes 1 e 2.

Como a Aliki foi cobaia na terça-feira, não tive problemas. O esquema era o mesmo: checar documentos com o Rafael (um pouco simpático) e pegar o visto efetivamente com a adorável (só que não) Solange. Como de costume, minha entrevista estava marcada para às 9h15, mas só me chamaram quase uma hora depois.

Rafael olhou meus documentos bem por cima – o que não significa que devemos ignorar as recomendações e não levar todos os papéis solicitados. Logo lembrou que meu caso era igual ao da Aliki, não perguntou mais nada e me mandou para a Solange.

Ao contrário de tudo o que li em blogs sobre estudar na França e da experiência que a Aliki teve, a mulher foi a pessoa mais simpática do universo comigo! O ápice foi na hora de tirar a foto para o visto. Nunca sorrio em fotos, porque odeio. Então a Solange pediu para eu me ajeitar e mandou: “dá um sorrisinho de Monalisa pelo menos”. Continuei com a minha cara de sempre. “Poxa, nem parece que você está indo pra França! Dá um sorriso de Monalisa!” No final, até me mostrou a foto. Saí de cara amarrada, pra manter a tradição.

Ou seja, Solange pode não ser o bicho-papão do consulado. Não sei se porque era sexta-feira ou se ela estava mesmo feliz, mas fica a dica para agendar entrevista mais para o fim da semana! hahaha

Dia 28/5 é só ir buscar o passaporte no consulado! Viajamos na madrugada do dia 11 para o dia 12 de junho.

Entrevista no Consulado da França – Parte 2

Como a Gabi já havia dito no post anterior, tivemos que remarcar nossa entrevista no consulado, desta vez com um novo curso de francês pago e os comprovantes todos em mãos, para então, quem sabe, conseguirmos o visto.

Ao contrário da nossa primeira visita, o lugar estava bem cheio (não como o consulado americano, obviamente) e meio desorganizado. Desta vez tinham duas pessoas atendendo, o Rafael e a Solange, aqui vale uma rápida explicação:

Se você está planejando ir morar na França e assim como nós adora ler uns blogs e comunidades por aí, já deve ter ouvido falar da Solange. Todo mundo toca o terror, dizendo que ela é o bicho papão do consulado! Então, muita hora nessa calma! (sic). 

Voltando.

Como na minha primeira visita eu já havia falado com o Rafael e sabia que com a Solange não seria lá muito bem atendida, fui na fila dele, lógico. Primeiro problema: o visto será concedido (ee!) mas só para o dia que começa a aula. Muita gente diz por aí que eles costumam dar o visto com entrada para pelo menos uma semaninha de antecedência, para você poder entrar no país tranquilo e caso queira ir antes para se adaptar, sem problemas! Baah, errado! Se isso existia, mudou. Teremos que entrar na França como turistas mesmo, e depois nosso visto vale automaticamente. Isso não chega a ser um super problema, mas passar pelo caras da imigração nunca é exatamente legal.

Tudo pronto com o Rafael, ele me manda a para a fila de quem? Solange!! Ela é quem estava tirando as fotos e pegando as digitais, show! Quer saber? Ela é tudo isso o que falam mesmo: grossa, mal educada e tem cara de maluca. De cara implicou com o fato de eu ter um curso de 6 meses e um contrato de aluguel para 9 meses. O coitado do Rafael foi quem veio me salvar e dizer que não havia problema, que eu tentaria renovar quando chegasse lá. Depois de muuuito tempo discutindo isso ela aceitou as condições, e na hora de fazer meu cadastro é óbvio que o sistema travou (devo dizer que eu fiquei quase duas horas em pé e com o pé machucado, beijos alegria).

No final das contas deu tudo certo, finalmente tenho o visto, para 6 meses, mas tenho! Tenho que voltar para buscar o passaporte no dia 27 de maio! yey! Sexta-feira é o dia da Gabi, torçam por ela.

Ps: Não esqueçam que o visto custa R$ 123,15 e a Solange é quem cobra, então levem trocado!

Entrevista no Consulado da França – Parte 1

Como nada nesta vida é tão simples quanto parece, lá vai a nossa saga no Consulado da França em São Paulo para conseguir o visto de estudante. Eu tinha entrevista marcada para o dia 26 de abril, às 11h. Lembrando que não é possível agendar a entrevista no consulado sem antes passar pelo processo Campus France.

Fui atendida com uma hora de atraso por um rapaz meio simpático, apesar do consulado estar praticamente vazio. Tinha apenas uma pessoa na minha frente. De toda aquela papelada que eles exigem para estudantes (veja aqui), não olham nada dos originais, somente a carta de financiamento, o passaporte – é claro – e um formulário que deve ser levado já preenchido (que você encontra neste link). O restante da burocracia é toda em cópias.

O grande problema é que nem Campus France, muito menos o site do consulado, informam que para conseguir o visto de estudante de curso de francês, além do comprovante de estar inscrito em um curso de 20h semanais reconhecido pelo Ministério Francês da Educação, é necessário pagá-lo INTEGRALMENTE pelo período em que se está solicitando o visto.

Por isso, vamos ter que retornar ao consulado em outra data.

Aí pensamos: “é só pagar, ok”. Só que estávamos inscritas na Aliança Francesa de Paris, que aceitava pagamento apenas por cartão de crédito e nenhuma de nós possui um limite tão alto. Assim, mudamos de escola e agora vamos estudar na France Langue (que aceita pagamento por transferência bancária), mas eles só estão vendendo cursos até dezembro e, inicialmente, queríamos solicitar o visto até fevereiro – o que não será mais possível. A ideia é renovar quando estivermos lá.

Para trocar de curso é necessário comunicar a Campus France e enviar por e-mail uma cópia da carta de inscrição da nova instituição. Depois, é só reagendar a entrevista no consulado.

Mais uma Entrevista Campus France

Eu achei que não seria necessário escrever sobre a minha experiência na entrevista do Campus France, a Gabi já havia feito a dela e até publicou aqui no blog sobre isso no post Entrevista Campus France, imaginei que seria basicamente a mesma coisa. Estava enganada.

A entrevista do Campus France serve basicamente para o consulado não perder tempo com as suas motivações para viajar, o trabalho sujo fica nesta primeira etapa. Acontece que teoricamente eles podem te barrar já nesta parte do processo, por isso eu estava muito nervosa! O que importa no final das contas é que você saia de lá com um papelzinho dizendo que você pode se encaminhar ao consulado. No meu caso, o papel me foi entregue assim que eu sentei para conversar com a minha entrevistadora, então eu já havia passado sem nem mesmo abrir a boca!!

A senhora que me entrevistou era a francesa mais fora dos padrões que vocês podem um dia vir a conhecer. Entre uma pergunta e outra me dava dicas de viagem, de música, de Paris.. até mesmo uma lista de músicas francesas ela disse que ia me enviar por e-mail para que eu pudesse treinar meu francês com qualidade (e ela realmente passou!!). Ficamos mais de uma hora conversando, batendo um papo literalmente, e no meio disso ela preenchia os papéis para enviar meu dossiê ao consulado. O que eles querem saber é seu nível de estudo, seus planos na França, projeto de estudos… nada muito difícil de responder.

Eu já li em diversos lugares que essa entrevista é só mais uma forma de arrancar dinheiro do pobre viajante, eu não sei se essa teoria é válida, mas que é uma perda de tempo e dinheiro.. isso é. Mas que a senhora que me entrevistou era um amorzinho, isso eu também não posso negar!

No final da entrevista enquanto nos despedíamos ela me disse “Boa sorte em Paris, você vai se dar bem lá, tem cara de francesa”.

As Mulheres do 6º Andar

No post anterior eu falei sobre a divisão dos apartamentos em Paris, e é justamente este o assunto retratado no filme ‘As Mulheres do 6º Andar’.

Em Paris a divisão dos apartamentos acontece da seguinte maneira: no térreo os apartamentos são pequenos, normalmente com 15 ou 20 metros quadrados, onde antigamente moravam os zeladores dos prédios (onde nós vamos morar). Nos andares do meio moravam os monsieur. O primeiro andar é maior, mas não muito valorizado por sere próximo da rua. Os melhores andares são segundo e terceiro, mais alto do que isso as escadas para subir são muitas e a valorização do imóvel também cai. O último andar, geralmente o 6º é onde moravam as empregadas domésticas. No sexto andar,normalmente, os quartos tem 9 metros quadrados e o banheiro é coletivo, além disso, o telhado os prédios é reclinado, o que faz com que os quartos sejam extremamente apertados e com o teto fazendo uma diagonal no meio do quarto.

Atualmente a única coisa que mudou foi a decoração e os moradores, nas nossas buscar por apartamentos encontramos MUITOS apartamentos assim, e um detalhe é que a maioria não tem vaso sanitário, tem um lance com um buraco no chão, e você que cague em pé! Por isso os apartamentos mais baratos que você vai encontrar são esses minúsculos!

‘As Mulheres do 6º Andar’ se passa em Paris na década de 60 e conta a história de um casal super conservador que assume a casa depois da morte da mãe e dão um jeito de se livrar da velha empregada que trabalhava lá há anos. Quando eles contratam uma espanhola recém chegada a vida deles muda completamente. Na verdade é uma comedinha romântica abarrotada de clichês, com situações fantasiosas e bobas, mas ainda assim bonitinho. E se você quer saber como são as moradias francesas, é perfeito.

 

 

Alugando um Apartamento em Paris – Part II

Esse post deveria se chamar “Alugando um Apartamento em Paris – A Saga”.

Eu já havia falado no post Alugando um Apartamento em Paris sobre as imobiliárias e a documentação necessária para alugar um apartamento através delas. Mais uma vez eu faço questão de ressaltar: as imobiliárias são enroladas, o atendimento é ruim e eles não fazem nada para colaborar, além disso, a opinião do proprietário conta muito! Não adianta estar tudo certo com a imobiliária, pois eles entregam um dossiê com suas informações e o cara diz se aceita ou não (isso aconteceu algumas vezes, por diversos motivos tivemos que começar do zero algumas vezes).

Maaas, finalmente conseguimos! Efetuamos hoje o pagamento da taxa imobiliária necessária para fazer a reserva e pronto, agora temos, finalmente, um teto! Alugamos pela Paris Attitude.

Rua de casa no Street View

O apartamento é um minúsculo studio de 17m2. Explico: na época do barão Haussmann os prédios tinham uma divisão praticamente obrigatória. No térreo ficavam os apartamentos pequenos, apertados e de menor valor, normalmente onde morava o zelador. Os andares do meio eram mais valorizados, pé direito alto, grande e espaçoso, onde ficavam os endinheirados. O último andar era o pior de todos, pequeno, com o teto super rebaixado e há 6 ou 7 andares de escadas do chão, normalmente onde moravam as empregadas que trabalhavam nos andares do meio. Isso quer dizer que, se você não é rico, pode se preparar para morar em lugares pequenos no térreo ou no último andar.

Tudo começando a tomar forma… em breve estaremos lá! =D

Entrevista Campus France

Para estudar na França, todos precisam passar pelo processo do Campus France, uma espécie de órgão do governo francês. No site você encontra um guia que ensina como preencher os formulários na internet e dar continuidade ao processo. É só passando pelo Campus France que você pode, então, ir até o consulado francês pedir o visto de estudante (isso vale para todos, de curso de francês a doutorado).

Depois de preencher os formulários, enviar a documentação pedida e pagar a módica (só que não) taxa de R$ 335, você estará apto a passar por uma entrevista (agendada por e-mail), em que o entrevistador definirá se você pode ou não ir para o consulado. Como estou planejando minha estadia em Paris há um ano, já havia lido em diversos blogs e comunidades que essa entrevista era apenas uma burocracia imbecil para ganhar dinheiro fácil. E é.

Minha entrevista foi agendada por eles na unidade da Aliança Francesa na República. Estive lá ontem, para ser entrevistada pela simpática Lúcia Claro. Eu não estava nervosa, porque sabia que era um procedimento de praxe, mas a entrevistadora tentou me deixar bastante à vontade.

Papel que comprova a conclusão do processo Campus France e deve ser apresentado no consulado francês

Depois de anotar meus dados, ela começou a seguir um roteiro de perguntas, mais ou menos assim:

– Fala inglês?

– O que vai fazer na França? Duração do curso?

– Descreva seu percurso acadêmico desde o ensino médio

– Trabalha na área de formação?

– Por que estudar francês na França e não no Brasil?

– No que essa experiência vai contribuir para sua vida profissional?

– O que pretende fazer quando voltar para o Brasil?

– É independente? Não terá problemas para viver sozinho em um país estrangeiro?

 

A conversa toda durou por volta de 30 minutos. O interessante é sempre deixar bem claro que você pretende mesmo voltar para Brasil, não importa se essa não é sua intenção. Ter um projeto de estudos bem definido também é bacana. Eu, como sei bem o que quero fazer lá (francês e depois mestrado em História da Arte), passei bastante segurança em minhas respostas e fui ganhando a aprovação da entrevistadora, que pareceu bem satisfeita com meu projeto de estudos.

Ao final, ela assina um papel que é preciso mostrar no consulado, provando que você concluiu o processo Campus France. Agora é só esperar a entrevista no consulado francês, em 26 de abril. Como meus pais não vão me bancar, estou um pouco apreensiva quanto a grana, mas acho que vai dar tudo certo.

Sobre o apartamento, até agora não conseguimos alugar. As imobiliárias são bastante enroladas e um dos proprietários, que ficava com o apartamento vago em abril, não quis nos aceitar apenas em junho.

Para acessar os guias Campus France, clique aqui

Alugando um Apartamento em Paris

Conseguir um apartamento em Paris pode não ser a tarefa mais difícil da sua vida, mas eu garanto que fácil não será!

Vamos começar com uma pequena aula de história e geografia: Paris é uma cidade muito pequena! Comparar com São Paulo seria covardia, então vou comparar com Curitiba. A capital paranaense tem (segundo a Wikipédia, nhé) 434,967 km² enquanto a capital francesa tem 105.4 km2

Sim, Paris é uma cidade linda, charmosa, com prédios baixinhos e de arquitetura deslumbrante, isso tudo é culpa do barão Haussmann, nomeado por Napoleão III como prefeito de Paris (em 1853). Haussmann fez, literalmente, uma reforma na cidade toda e foi então que ele determinou a altura dos prédios, estilo arquitetônico, etc, isso significa que praticamente todos os prédios de Paris tem 6 ou 7 andares.

Isso tudo faz de Paris uma capital pequena, apertada e com poucos apartamentos disponíveis. O mais importante é que você até consegue encontrar alguns studios bacanas, mas eles são caros, muito, muito caros.

Dito isso, vamos falar de imobiliária. Depois de muito pesquisar decidimos que as mais confiáveis, seguras e (teóricamente) fáceis de se conseguir são a Lodgis e a Paris Attitude. Como nós somos brasileiras, desconfiadas de tudo e de todos, escolhemos as que têm mais referências, sabe como é né, não podemos correr o risco de chegar lá de mala e cuia e ficar na rua.

Ambas fazem contratos curtos e longos. Para contratos acima de três meses você vai precisar de: última declaração de renda e copia do passaporte, se for estudante pode apresentar o atestado escolar e cópia do passaporte, e os documentos financeiros de um fiador (passaporte, contrato de trabalho, imposto de renda e as três últimas folhas de pagamento). Seu fiador pode ser brasileiro, mas ele precisa ter um salário de ao menos 3x o valor do aluguel.

o nosso quase contrato

Além disso tudo, você vai precisar se preparar para o atendimento, que é lento e confuso. Estávamos com o contrato assinado com a Paris Attitude, prontas para efetuar o pagamento e desistimos por causa das trapalhadas de quem estava nos atendendo. Decidimos então fechar com a Lodgis e esta semana tivemos que fazer um DDI para falar com a atendente… vou te dizer, que mulherzinha atrapalhada que não entende nada! Troquei quase 30 e-mails com ela, e ela simplesmente não entendia o que eu queria.

Finalmente depois disso tudo eles fazem o pedido ao proprietário, a imobiliária monta um “dossiê” com todas as suas informações e o cara diz se vai te aceitar ou não, agora, se ele não aceitar você precisa começar tudo novamente.

Nós estamos esperando a resposta. Boa sorte para nós e para vocês!

Bonne Année!

Tradicionalmente os franceses só desejam feliz ano novo depois da virada, antes dá azar. Então, feliz ano novo! Ano passado passamos o Reveillon aos pés da Torre Eiffel, foi assim que tudo isso aconteceu, nos apaixonamos pela cultura, pela cidade, pelas pessoas.. ai ai

Por motivos óbvios 2012 será um ano muito importante para nós, em junho finalmente embarcamos rumo a uma vida nova em Paris! Até lá precisamos de visto, moradia e outras inúmeras coisas, esperamos relatar tudo isso por aqui.

Enquanto as novidades não chegam, coloco aqui vídeo de uma cantora francesa que me ganhou, e não vejo a hora de poder escutar isso ao vivo!

Zaz! Vale muito a pena!