Delícias de Paris – L’As Du Fallafel

Alguns dizem que é o melhor falafel do mundo, outros voam menos e dizem ser o melhor de Paris. Eu, como não sou especialista no assunto, digo apenas que é bom, barato e vale a pena!

Vamos combinar que comida barata em Paris não é algo muito comum, então aproveite! Um falafel custa 5,50 € e o refrigerante 2 €. Não pense que um falafel é pouco, eu, boa comilona que sou, peno para terminar de comer! Ele é realmente muito grande e recheado.

Para os mais frescos, é possível entrar no restaurante e pedir uma mesa, mas a tradição mesmo é comer na rua. Não se sinta acanhado em sentar no meio-fio para degustar seu maravilhoso sanduíche, todo mundo faz a mesma coisa!

A fila pode assustar um pouco, principalmente se for no domingo, mas ela não é demorada. Ah, dica de amiga, se você chegar lá, olhar para a fila, desanimar e pensar em comer o falafel de um restaurante que tem na frente porque ele está vazio, eu te aconselho a ter paciência e pegar a fila. O moço da frente não soube aproveitar o movimento do vizinho e faz um sanduíche ruinzinho pra caramba.

* Não sabe o que é sanduíche de falafel? Bolinho de grão-de-bico frito no pão sírio com homus, tahine, salada e o que mais a imaginação da galera permitir.

* Eles são judeus, portanto não abrem no sábado!

O restaurante fica no Marais: 34, Rue des Rosiers

Metrô: Saint-Paul – Linha 01

Estereótipos – Francês é mal-educado?

Sabe aquele seu amigo que passou uns dias em Paris e adora voltar para o Brasil contando para todo mundo como foi maltratado? Aquela tia velha que não fala nem português direito e reclama que ninguém a entende?

Três meses aqui são suficientes para dizer que isso é balela!

Na verdade eles são educados ao extremo, são tão educados e gentis que você se torna uma pessoa melhor por sentir vergonha de ser “mal-educada”. Eu não estou dizendo que nunca fui atendida por um caixa de supermercado mais grosso ou que nunca levei uma trombada na rua sem ouvir um excuse moi, mas não sejamos hipócritas, isso tem de monte no Brasil!

Exemplo maior de toda essa educação, na minha humilde opinião, é o metrô. É fácil identificar quem é turista e quem é nativo. Franceses esperam você descer do vagão SEMPRE antes de entrar. Normalmente quando você sai das estações de metrô, deve passar por umas portas super pesadas, mas não se preocupe, o francês sempre vai segurar a porta para você.   

O que o francês não gosta é de falta de educação, e aí meu querido, eles não toleram mesmo! Vão bufar, reclamar e até mesmo dar uma xingada!

Como, por exemplo, uma vez em um restaurante entraram quatro velhas argentinas, a garçonete super simpática mandou um Bonjour. As velhas responderam (em espanhol, obviamente, porque todo mundo é obrigado a falar espanhol na França) que queriam quatro lugares. A garçonete mais uma vez olhou para elas e disse BONJOUR. Nada de resposta. Claro que o atendimento das velhas argentinas foi uma bosta.

Enfim, se você quer educação dos franceses, seja educado primeiro.

Delícias de Paris – Berko Cupcakes

A primeira vez que estivemos em Paris, estávamos passeando por Monmartre e encontramos uma Aliki Ribaslojinha de cupcakes bonitinha, decidimos parar e comer… pronto! Nunca mais conseguimos tirar aquele doce maravilhoso das nossas cabeças.

O nome da loja é Berko e ela só tem três endereços em Paris, mas fica a dica que vale a pena. Existem muitas opções de sabores como, por exemplo, laranja com chocolate, mirtilo, framboesa (esse está em meu coração para sempre) e muitos outros. Além de cupcakes, você pode comer cheesecake, tortas e tomar um café.

O atendimento é quase sempre bom, eles falam inglês e tem lugares para sentar.

Não é exatamente o cupcake mais barato que você vai comer, eles são pequenos e custam 2,20 €, mas é gostoso, tá?

Monmartre – 31, Rue Lepic – Metro Blanche (linha 2)

Marais – 23, Rue Rambuteau – Metro Rambuteau (linha 11)

La Defénse – Shopping les Quatre Temps – Metro La Defénse (linha 1)

 

Farofando com os Franceses

Sabe quando sua família desce para a praia no fim de semana para “farofar” (seu pai com aquele isoporzão cheio de itaipava e dolly guaraná, seu tio com os sandubas de mortadela, sua mãe com a esteira pra todo mundo sentar…) e você morre de vergonha? Fica pensando que não fez nada para merecer tudo isso?

Não fique com vergonha! Farofar é chique, os parisienses adoram uma boa farofa!

Vocês devem estar imaginando que eu estou exagerando e estou falando dos famosos piqueniques franceses. Nananão! Exemplos?

No show da Alanis que fomos em Rouen, todas as pessoas da fila estavam com suas sacolinhas repletas de comida. Entramos na casa de show mais ou menos 1h30 antes do início previsto, o que os locais fizeram? Sentaram no chão e deram início a um banquete! Frutas, saladas, pães, bebidas…

Nos tais piqueniques não é muito diferente, saladas, sacolas térmicas, frutas, vinhos (muitos vinhos)… até gente comendo macarrão da tupperware que trouxe de casa eu vi no parque.

Então, meu caro, liberte-se e seja farofeiro e chique (ou não) como os franceses!

Aí vão algumas fotos que eu tirei no Parc La Villette para você não duvidarem:

Estereótipos – Francês é fedido?

Faz apenas um mês que chegamos em Paris, tem um infinito mundo de informações, hábitos franceses e muitas coisas que eu não sei, mas tem uma coisa que eu já consegui descobrir (devo avisar que vou generalizar, tô nem aí): os franceses são fedidos sim!

Eu já li gente defendendo e dizendo que não eles não fedem, o problema é que durante o inverno eles não lavam seus casacos, que pegam neve, não secam e ficam com cheiro de cachorro molhado. Bullshit!

Nós estamos em um verão – nem tão quente assim – e eles fedem. Fedem sovaco sem desodorante! Não pense você que estou falando de gente velha e supostamente ranzinza que odeia tomar banho, são todos! Jovens engravatados, mulheres moderninhas, senhoras, rapazes coxinhas (sim, temos os coxinhas na França também), adolescentes… Todos!

Eu não saberia explicar o porquê, é necessária uma investigação mais profunda. Infelizmente não sei se eles não tomam banho mesmo ou simplesmente não descobriram o poder do desodorante, mas andar em um metrô cheio definitivamente não é das tarefas mais fáceis.

Clichês de Paris – Torre Eiffel

Ir a Paris e não subir na Torre Eiffel é um despautério, é como… como… bem, como ir a Paris e não subir na Torre Eiffel!

Não importa qual seja o seu estilo de viagem — se você é do tipo que curte uma excursão, aquela cambada de gente bonita vestida com  a mesma roupa para não se perder, prestando atenção em tudo o que sua guia está falando (duvido que alguém escute a pobre da guia) ou se você é mais do tipo flaneur, que vai desvendando a cidade sem seguir roteiro –, você vai acabar subindo na Torre Eiffel.

A primeira vez que visitamos Paris estava frio. Mas não era um friozinho qualquer, meus queridos, estava congelando! Então, chegamos aos pés da torre e nos deparamos com o aviso “top frozen”. Exato, não era possível ir até o topo pois estava congelando. Nos contentamos com o segundo andar, mas estava tão fucking frio que tiramos uma foto cada, demos a volta e descemos.

Aproveitando que Juliana e Gabi Forte estavam por aqui e, obviamente iriam para lá, decidimos acompanhá-las.

Dica de amiga: um piquenique no Parc du Champ de Mars não pode faltar. Pra quem não sabe, é um senhor gramado estendido aos pés da torre, assim você se empanturra de queijo brie e ainda aprecia uma das vistas mais lindas do mundo. Glamour, han? MAAAS, se você pensou em um queijinho, salaminhos, não caia na mesma besteira que eu e leve uma faca de plástico, já que não é possível subir com “armas” na torre. Eles dão uma revistada bem básica (básica mesmo, porque eu subi de faca e tudo, mas não vamos arriscar, né?).

Prepare seus pés e seu bom humor, são horas de fila. Horas intermináveis.

Você tem a opção de ir pelas escadas, a fila é consideravelmente menor, mas aí você só pode ir até o segundo andar e devo avisar que são mais de 300 degraus para o primeiro andar e mais de 700 até o segundo. Pode não parecer muito, mas é. Se você tá em boa forma, o que não é o meu caso, vai lá e depois me conta.

A subida é tranquila, o elevador é completamente seguro, mas se você tem medo de altura, não recomendo. Se você, assim como eu, não sabia que tinha medo de altura, é uma ótima forma de descobrir! SÉRIO, me deu um pavor a hora que aquele troço começou a subir, e pelo que eu pude perceber isso não acontece só comigo, tinha um gringo do meu lado entrando em pânico com seu “oh shit! oh shit!”.

Depois de respirar fundo uns minutos, consegui apreciar a vista e até tirar umas fotinhas =)

Trocadéro visto do alto. Foto: Aliki Ribas

Pagando de gatinha e me borrando de medo por dentro

Para saber informações como preços, horários e tudo o que for relevante é só acessar o site, tem a opção de ler em português de Portugual, que já quebra um super galho, né?

Chegamos!

Chegamos! Há dois dias, mas só agora deu vontade tempo de escrever.

Como eu disse no post anterior, pegamos um vôo da Singapore Airlines de São Paulo até Barcelona e lá fizemos conexão até Paris pela AirFrance. Agora eu apanho da Gabriella se não disser que a Singapore é incrível!! Os funcionários são simpáticos, a comida é show, as comissárias são lindas e usam um uniforme muito fofo.

Dito isso… lembram do medo de não nos deixarem entrar na Espanha? Puff, o cara levou longos 30 segundos pra carimbar o passaporte das duas sem fazer NENHUMA pergunta e nos indicar o caminho. Juro que se não tivesse lido tantos relatos chatos diria que é o lugar mais fácil de se entrar na Europa.

O nosso apartamento… bom, o apartamento é pequeno. Muito pequeno. Pequeno pacas. Mas tudo bem, ele é arrumadinho, tem tudo o que a gente precisa para cozinhar, tem roupas de cama e banho e internet.. então tudo bem, né? Ah, e o sofá cama é algo inexplicável, ganha de muita cama por aí (sem ironias, é bom mesmo!)

Ontem fomos dar uma andada para conhecer o bairro, estávamos cansadas e sem pique para andar muito, passeamos por duas quadras e olha ela lá!!!

Depois desse gostinho até decidimos encarar os 4km até lá só para vê-la mais de pertinho! Minhas pernas pediram arrego na metade do caminho e a super chuva que pegamos na volta foi bem chatinha, mas vale a pena.

O nosso bairro é super residencial, cheio de famílias com crianças e velhinhos, poucas lojas, comércio bem local com mercados e uma feira de rua ótima que rola toda quinta-feira.

Hoje fizemos a pé o caminho para o curso de francês, que é do lado do Arco do Triunfo, aí aproveitamos e fomos bater perna pela Champs Élysées.

Estamos fazendo um reconhecimento da área, em breve voltamos com passeios mais legais e informações mais completas.

 

Sim, nós temos visto!

Yes we can!

Visto em mãos, mala quase pronta, ansiedade de sobra e um medo: entrar na Europa.

Como nós já explicamos nos posts anteriores, tivemos que mudar de curso, logo, o início das aulas, que antes era em 18 de junho, passou para 2 de julho. Como nossa passagem foi comprada no séc 30 a.C, embarcamos no dia 12 de junho (tá acompanhando?). Ah tudo bem, Aliki, enquanto isso você entra na Europa como turista mesmo e aproveita esse tempo livre para passear. Claro, tudo seria lindo se a nossa entrada não fosse pela Espanha.

Se você não sabe o que está acontecendo com os nossos hermanos do lado de lá do oceano, dá uma passeada por uns sites de notícia, mas para simplificar eles adotaram umas medidas escrotas contra imigrantes, estão barrado em média 8 brasileiros por dia. Em 2011 foram 1400 barrados no total. Agora o Brasil adotou a lei da reciprocidade e está barrando espanhóis também , lindo não? NÃO!

O que conta a nosso favor é que temos o visto francês que começa a valer dali uns dias, além disso fizemos o seguro saúde que eles exigem para turistas, então eles não motivos reais para nos barrar, mas vai saber se o cara vai acordar de bom humor bem nesse dia.

 

Entrevista no Consulado da França – Parte 2

Como a Gabi já havia dito no post anterior, tivemos que remarcar nossa entrevista no consulado, desta vez com um novo curso de francês pago e os comprovantes todos em mãos, para então, quem sabe, conseguirmos o visto.

Ao contrário da nossa primeira visita, o lugar estava bem cheio (não como o consulado americano, obviamente) e meio desorganizado. Desta vez tinham duas pessoas atendendo, o Rafael e a Solange, aqui vale uma rápida explicação:

Se você está planejando ir morar na França e assim como nós adora ler uns blogs e comunidades por aí, já deve ter ouvido falar da Solange. Todo mundo toca o terror, dizendo que ela é o bicho papão do consulado! Então, muita hora nessa calma! (sic). 

Voltando.

Como na minha primeira visita eu já havia falado com o Rafael e sabia que com a Solange não seria lá muito bem atendida, fui na fila dele, lógico. Primeiro problema: o visto será concedido (ee!) mas só para o dia que começa a aula. Muita gente diz por aí que eles costumam dar o visto com entrada para pelo menos uma semaninha de antecedência, para você poder entrar no país tranquilo e caso queira ir antes para se adaptar, sem problemas! Baah, errado! Se isso existia, mudou. Teremos que entrar na França como turistas mesmo, e depois nosso visto vale automaticamente. Isso não chega a ser um super problema, mas passar pelo caras da imigração nunca é exatamente legal.

Tudo pronto com o Rafael, ele me manda a para a fila de quem? Solange!! Ela é quem estava tirando as fotos e pegando as digitais, show! Quer saber? Ela é tudo isso o que falam mesmo: grossa, mal educada e tem cara de maluca. De cara implicou com o fato de eu ter um curso de 6 meses e um contrato de aluguel para 9 meses. O coitado do Rafael foi quem veio me salvar e dizer que não havia problema, que eu tentaria renovar quando chegasse lá. Depois de muuuito tempo discutindo isso ela aceitou as condições, e na hora de fazer meu cadastro é óbvio que o sistema travou (devo dizer que eu fiquei quase duas horas em pé e com o pé machucado, beijos alegria).

No final das contas deu tudo certo, finalmente tenho o visto, para 6 meses, mas tenho! Tenho que voltar para buscar o passaporte no dia 27 de maio! yey! Sexta-feira é o dia da Gabi, torçam por ela.

Ps: Não esqueçam que o visto custa R$ 123,15 e a Solange é quem cobra, então levem trocado!

Mais uma Entrevista Campus France

Eu achei que não seria necessário escrever sobre a minha experiência na entrevista do Campus France, a Gabi já havia feito a dela e até publicou aqui no blog sobre isso no post Entrevista Campus France, imaginei que seria basicamente a mesma coisa. Estava enganada.

A entrevista do Campus France serve basicamente para o consulado não perder tempo com as suas motivações para viajar, o trabalho sujo fica nesta primeira etapa. Acontece que teoricamente eles podem te barrar já nesta parte do processo, por isso eu estava muito nervosa! O que importa no final das contas é que você saia de lá com um papelzinho dizendo que você pode se encaminhar ao consulado. No meu caso, o papel me foi entregue assim que eu sentei para conversar com a minha entrevistadora, então eu já havia passado sem nem mesmo abrir a boca!!

A senhora que me entrevistou era a francesa mais fora dos padrões que vocês podem um dia vir a conhecer. Entre uma pergunta e outra me dava dicas de viagem, de música, de Paris.. até mesmo uma lista de músicas francesas ela disse que ia me enviar por e-mail para que eu pudesse treinar meu francês com qualidade (e ela realmente passou!!). Ficamos mais de uma hora conversando, batendo um papo literalmente, e no meio disso ela preenchia os papéis para enviar meu dossiê ao consulado. O que eles querem saber é seu nível de estudo, seus planos na França, projeto de estudos… nada muito difícil de responder.

Eu já li em diversos lugares que essa entrevista é só mais uma forma de arrancar dinheiro do pobre viajante, eu não sei se essa teoria é válida, mas que é uma perda de tempo e dinheiro.. isso é. Mas que a senhora que me entrevistou era um amorzinho, isso eu também não posso negar!

No final da entrevista enquanto nos despedíamos ela me disse “Boa sorte em Paris, você vai se dar bem lá, tem cara de francesa”.