Farofando com os Franceses

Sabe quando sua família desce para a praia no fim de semana para “farofar” (seu pai com aquele isoporzão cheio de itaipava e dolly guaraná, seu tio com os sandubas de mortadela, sua mãe com a esteira pra todo mundo sentar…) e você morre de vergonha? Fica pensando que não fez nada para merecer tudo isso?

Não fique com vergonha! Farofar é chique, os parisienses adoram uma boa farofa!

Vocês devem estar imaginando que eu estou exagerando e estou falando dos famosos piqueniques franceses. Nananão! Exemplos?

No show da Alanis que fomos em Rouen, todas as pessoas da fila estavam com suas sacolinhas repletas de comida. Entramos na casa de show mais ou menos 1h30 antes do início previsto, o que os locais fizeram? Sentaram no chão e deram início a um banquete! Frutas, saladas, pães, bebidas…

Nos tais piqueniques não é muito diferente, saladas, sacolas térmicas, frutas, vinhos (muitos vinhos)… até gente comendo macarrão da tupperware que trouxe de casa eu vi no parque.

Então, meu caro, liberte-se e seja farofeiro e chique (ou não) como os franceses!

Aí vão algumas fotos que eu tirei no Parc La Villette para você não duvidarem:

Transporte em Paris – Como fazer um passe Navigo

Para quem vai morar em Paris — ou simplesmente vem visitar a cidade –, a opção mais barata para se locomover é o passe Navigo. Dá para fazer viagens ilimitadas durante o mês ou a semana (é você que escolhe por qual período quer carregá-lo) de metrô, RER, tramway e ônibus dentro das zonas (1-5) escolhidas.

Com tudo que li pela internet, fiquei convencida de que minha única opção seria o Navigo Découverte. Graças a uma funcionária que não estava a fim de me atender naquele dia, descobri que quem mora na Île-de-France pode fazer o Navigo (assim, sem nenhum nome complementar) gratuitamente em algumas estações de metrô ou trem específicas — que podem ser consultadas no próprio site do Navigo. A moça me disse para ir à estação Marcel Sembat (linha 9) com um comprovante de residência e pronto.

E assim, eu e Aliki fomos até lá no dia seguinte. A principal diferença entre o Navigo e o Navigo Découverte é que o segundo é voltado para turistas, portanto você não precisa fazer nenhum cadastro. Basta ir a um guichê do metrô, dizer que gostaria de fazer o passe, pagar 5 euros, levar uma foto 3×4 e voilá! A desvantagem é que em caso de perda ou roubo, o problema é seu, já que como não é feito um cadastro, fica meio difícil de recuperar o valor carregado.

O carregamento é igual para os dois tipos de passe e pode ser feito em terminais automáticos nas estações de trem e metrô. Na primeira vez, você terá que escolher as zonas de carregamento. A tarifa mensal dá direito a viagens ilimitadas do 1º ao último dia do mês, por isso não é vantagem fazê-lo no dia 15, por exemplo. Já a semanal vale de segunda a domingo.

Mas o que são essas tais “zonas de carregamento”?  O sistema de transporte público de Paris, assim como quase todos os sistemas de transportes públicos europeus, é baseado na teoria das zonas concêntricas.  Assim, os deslocamentos menores e mais próximos do centro têm uma tarifa menor do que os deslocamentos maiores.  Ou seja, quem mora longe do centro paga mais pelo transporte público (e o utiliza mais, já que seu deslocamento é maior) do que quem mora perto do centro.

A Île-de-France compreende as zonas de 1 a 5, mas se você vive dentro de Paris, certamente se deslocará entre as zonas 1-2 (€ 62,90 a tarifa mensal e € 19,15 a tarifa semanal). Para andar fora das zonas escolhidas, é preciso comprar tickets separados.

Só para comparação:

Ticket t+: € 1,70 cada (vale para viagens de metrô, ônibus, tramway e RER zona 1)

Carnet 10 voyages (10 tickets t+): € 12,50 — cada ticket sai por € 1,25