Non, je ne regrette rien

Enquanto nada de novo nos acontece, pego um filminho francês e vou me familiarizando com a sonoridade da língua (não consigo entender muito mais do que je e, às vezes, a pronúncia de alguns números).

O dessa semana foi Piaf – Um Hino ao Amor. Confesso minha ignorância: já tinha escutado Non, je ne regrette rien, mas não fazia ideia de quem era a tal cantora francesa.

O filme não é nenhuma grande obra que vá entrar para a história do cinema mundial, mas cumpre bem o objetivo de homenagear uma grande artista e, principalmente, contar sobre sua vida e obra. Acontece que o filme é cheio de detalhes, tantos que a história acaba ficando meio longa além do necessário (mais de 2h de filme). Como todo grande artista, Edith Piaf teve uma infância terrível, adolescênciaconturbada e uma vida adulta cheia de dramas. A história vale a pena!

Aí fica um trecho do filme com a única música que eu conhecia.

O que eu NÃO vou comer na Europa

Eu sou uma gorda assumida, gosto de aproveitar e conhecer os sabores da vida. Procuro conhecer a gastronomia da cidade ou país que estou visitando, acredito ser essa uma parte muito importante da cultura local. Isso não quer dizer que eu não vá sentir falta das comidas que eu encontro por aqui.

Como boa gordinha que sou, tenho uma lista de coisas que pretendo comer (algumas vezes) antes de me mudar para a França. Se você que pretende viajar ainda não tinha parado para pensar em tudo o que não vai comer, segue uma parte da lista:

 

– Rodízios! Comida saindo pelos poros por um preço fechado é coisa de brasileiro! Pizza, Sushi, Churrasco… tanto faz, vou sentir falta de qualquer tipo de rodízio!

– Os famosos salgados! Coxinha, pastel, bolinha de queijo… toda aquela gordura das deliciosas festinhas infantis! 

– Pão de queijo! Eu nem sou mineira, mas tem coisa melhor do que aquele pão de queijo quentinho com requeijão? Morri!

– Bis! A Gabriella disse que outros chocolates vão compensar a falta do Bis, mas como vou viver sem aquele biscoito crocante coberto com uma fina camada de chocolate branco?

– Feijoada! Eu sei que tem o Cassoulet que é o prato que originou esse nosso famoso prato, mas vamos falar a verdade, não tem couve e farofa! Como fica?

– Barreado! Esse é um prato que você provavelmente só conhece se é do Paraná ou se conhece alguém de lá! “O prato consiste em uma carne cozida, servida com arroz e farinha de mandioca. O segredo na preparação é o tempo de cozimento na panela de barro – cerca de vinte horas – o suficiente para desfiar toda a carne. Depois de cozida, as fibras da carne se soltam resultando em um caldo grosso e saboroso.”

 

Tem mais um milhão de itens nessa lista, mas vou deixar o resto pra depois ou vou começar a chorar!

 

 

 

A vida é feita de escolhas…

Falta mais ou menos um ano para que a gente vá para a França – mais ou menos porque nossa aula de francês começa lá pelo dia 20, mas não sabemos qual dia nosso visto será liberado para que possamos entrar no país. Hoje eu comecei a minha limpa de coisas que vão para Paris e coisas que não vão. Pode parecer precipitado fazer isso assim tão cedo, mas como eu não moro na casa dos meus pais, não posso simplesmente deixar as coisas do jeito que estão, preciso levar para Curitiba.

Pode parecer simples escolher o que vai e o que fica, mas para a canceriana sentimental que tem apego às suas coisas, é bem complicado. Além disso, fazer essas escolhas me faz pensar o quão grandiosa é toda essa jornada que eu estou prestes a entrar. Eu tenho uma vida segura aqui, conheço tudo e todos. Tenho a minha grande coleção de DVDS e quadros. Sei onde fica o mercado e onde comprar roupas. Sei como funcionam os costumes, as políticas, o sistema.

Não importa o quanto eu pesquise e leia sobre Paris e a vida dos franceses, não importa que eu tenha passado 10 dias lá, isso não me dá uma dimensão real do que vou encontrar. Isso me assusta, isso me excita. Um ano!

Estes são alguns dos que vão ficar. Ai que dor no coração.