Vovô Ferdinando Part IV

Essa novela vai longe…

No feriado da Páscoa fui até Boa Esperança, uma cidadezinha no interior de MG, onde mora a irmã do meu avô, Ivone.  Lá eu pude descobrir algumas coisas – não muitas –  mas deu para avançar.

Lá eu peguei a certidão de nascimento da Ivone, e descobrindo o cartório em que ela nasceu eu poderia ter alguma informação sobre o Ferdinando, já que a certidão do meu avô não ajudou muito. Como a vida não tem sido muito fácil pro meu lado, é ÓB VIO que não tinha nada de útil. Lá a moça me falou que eu poderia tentar ligar onde a Ivone se casou, em Mococa (São Paulo) talvez eu descobrisse algo.

Um cara com muita má vontade foi buscar a tal certidão, e lá dizia que Ferdinando tinha 64 anos quando ela casou, em 1980. Bom, pelo menos o ano de nascimento do vovô eu tinha, 1916!

Depois disso, liguei para o cartório de Boa Esperança, onde está o atestado de óbito do Ferdinando, lá descobri que ele nasceu em Silveira Martins, RS, e casou em Arroio do Só, RS. Oba! Era só ligar para essas cidades e eu descobriria alguma coisa sobre quem realmente interessa, meu trisavô. Liguei para Silveira Martins e nem sinal de Ferdinando por lá! Mas quando estive em Boa Esperança pedi para um primo de minha mãe pegar uma segunda via da certidão de óbito. Ele pegou! Chegou essa semana, e com outra data de nascimento de Ferdinando, 1914. Agora preciso ligar em Silveira Martins outra vez para tentar algo nessa nova data.

Continuem acompanhando os próximos capítulos…

Para comemorar as quase 800 visitas no blog e relembrar os bons momentos que passamos em Paris, vou deixar para vocês este rápido vídeo que fiz com algumas imagens bacanas, especialmente da Diandra! hahahaha

Diferenças entre testes de proficiência em francês

Para fazer uma pós-graduação na França é preciso comprovar seu nível de conhecimento de francês. Para isso, é necessário apresentar um dos exames oficiais de proficiência: Delf, Dalf, TCF ou TEF.

Mas qual a diferença entre eles?

Segundo a Campus France, “o DELF e o DALF distinguem-se do TCF e do TEF por serem diplomas de língua francesa, ao passo que os outros dois são atestados de língua francesa. O exame para a obtenção do DELF é destinado aos estudantes de nível intermediário de francês, enquanto o DALF é somente para os estudantes de nível avançado. Além disso, uma outra diferença importante refere-se ao prazo de validade. Os diplomas não têm prazo de validade, enquanto os atestados têm validade de 2 anos (TCF) e 1 ano (TEF)“.

Ou seja, eu aconselho a quem pretende prestar esses exames a fazer o Dalf, que é mais completo e vale pra vida toda. Na França, os exames serão aplicados em maio, julho e novembro neste ano.

Como levar seu cachorro para a Europa?

Tudo bem… tudo lindo! Aula de francês, transporte público, comida… mas e o London nessa história toda?

Nós ainda não sabemos se vamos levar o pequeno, temos que pensar primeiro no bem estar dele e não sabemos se ir com a gente para lá será realmente bom para ele. Além disso, encontrar um apartamento que aceita animais é beeem complicado.

Mas bem, se ele for com a gente tem muito chão até a autorização definitiva. Vamos lá!

Se o seu destino é a Europa, a sua viagem e do seu cachorro começa, pelo menos, 90 dias antes. O primeiro passo é implantar um microchip de identificação bem pequeno – do tamanho de um grão de arroz – no pescoço do cão. É necessário também o exame de sangue de titulação que comprove a imunização contra a raiva, lembrando que você pode colher o sangue do animal em qualquer clínica, mas a única autorizada a examiná-lo é o Instituto Pasteur. É preciso ainda emitir, no Ministério da Agricultura, o Certificado Zoosanitário Internacional. Para obtê-lo, é necessário ter um atestado de saúde assinado por um veterinário, a carteira de vacinação do animal que comprove que ele tomou a vacina contra a raiva há pelo menos um mês e no máximo há um ano e o certificado de implantação do microchip.

Já o transporte depende de qual empresa aérea você pretende viajar. Cada uma tem a sua especificação para fazer o transporte. Na Air France, por exemplo, é possível levar cães e gatos com menos de 4 quilos na cabine.

Chegando na França, é preciso levar seu animalzinho ao veterinário para atualizar algumas vacinas e emitir o passaporte dele. Sim, o seu animal precia de um passaporte. Mas ainda não sei exatamente como fazer isso. Lá, constam todas as vacinas e os dados dele.

Mas… e a praia?

Uma das minhas grandes preocupações quando começamos a pensar em França foi sobre a praia. Tudo bem, eu não moro no Rio de Janeiro e nem vou para a praia o ano todo, mas sei que quando quiser ir ela estará ali bem perto, toda linda e cheia de cerveja me esperando. Por isso resolvi pesquisar sobre as praias francesas.

Eu vou falar sobre a parte mediterrânea, que pelas pesquisas parece ser o lugar mais bonito.

Cassis

A Riviera Francesa ou Costa Azul é toda uma região que fica nesta parte sul da França, é considerada uma das mais luxuosas, caras e sofisticadas do mundo. É lá que fica Cannes, por exemplo, que recebe todo ano o Festival de Cinema de Cannes. Agora no litoral como um todo você pode encontrar Nice, St. Tropez, Marseille e muitas outras praias bem famosas.

Para quem vai para as praias brasileiras e adora pegar o famoso sol de 40°C, pode tirar o cavalinho da chuva. Com muuuita sorte a gente consegue pegar uns 27°C em alguma dessas praias.

Ah, um detalhe que eu já ia esquecendo de mencionar, Paris fica no norte da França, já essas praias ficam lááááá no sul, ou seja, é preciso, literalmente, atravessar o país.

St. Tropez

E aí, será que conseguimos matar nossa saudade nas praias francesas?

Naturalização francesa

Enquanto procrastino no trabalho, estava pesquisando sobre a naturalização francesa, por curiosidade. Então resolvi compartilhar o que descobri aqui com vocês.

Depois de cinco anos morando em território francês, você pode pedir a naturalização. Como lá eles são bacanas, não há necessidade de abdicar de sua nacionalidade (no caso, brasileira), então vai funcionar como uma dupla-cidadania.

Para provar que passou os cinco anos morando legamente no país, é preciso apresentar o visto e o exame médico que você faz na imigração quando vai pegar seu titre de séjour, logo quando chega na França. Ah, e claro, pagar uma módica taxa de 340 euros para se tornar francês.

Depois disso, você precisa provar que tem conhecimentos da cultura francesa (pelo que eu entendi se faz uma provinha, na qual é preciso cantar o hino nacional…hahaha) e é fluente da língua – comprovado quando você tem o DALF. Mais informações no site do Service Public.

Enfim, achei mais fácil e mais barato do que tirar a cidadania italiana. Mas continuo na busca dos documentos.

Será que vou ter um desse?

Onde morar?

Essa é uma pergunta que nós mesmas estamos nos fazendo. Mesmo depois de trocar uns 200 e-mails, não conseguimos decidir nada.

Paris é dividida em 20 arrondissements, estes estão distribuídos de acordo com uma espiral que se desenvolve no sentido dos ponteiros do relógio a partir do centro do mapa, onde fica o Louvre. Quando nós fomos para lá, ficamos em um apê charmosinho em Le Marais, que fica entre o 3 e o 4. Muito perto do Louvre, da Bastilha e no mesmo bairro do Pompidou.

Não vou mentir, nossa vontade era ficar por lá mesmo, mas não é o lugar mais barato.

Boatos diziam que morar em Monmartre (18 arrondissement) era relativamente barato, por ser um lugar mais afastado e “longe” de tudo. Nossas pesquisas dizem que isso é mentira. Esse é o lugar onde filmes como Moulin Rouge e O Fabuloso Destino de Amelie Poulain foram rodados, com essas e outras referências cinematográficas o bairro passa a ser muito procurando, portanto, caro!

Outra opção que chegamos a pensar foi morar fora de Paris, na periferia mesmo. Alguns lugares dizendo que é maravilhoso, outros dizem que é realmente muito perigoso, sem contar que já cansamos de ver na TV e ler nos sites e jornais da vida que é MESMO perigoso. Como não somos de lá e não queremos correr o risco, essa é uma possibilidade que para nós está cancelada.

Estamos procurando apes em alguns sites, Paris Apartment e Lodgis, por exemplo.

Nossa busca por um lar ainda é longa, vamos ver no que vai dar!

Maaaas, já que eu falei de filmes, vou aproveitar e recomendar um bem fofinho que assisti recentemente e que também é filmado em Monmartre.

O Pequeno Nicolau (Le Petit Nicolas) mostra a história de um pequeno francês que entende, por engano, que vai ganhar uma irmãzinha.  O desespero toma conta, pois ele acredita que será abandonado quando a nova integrante da família chegar.

Transporte em Paris

No pouco tempo que passamos na França foi fácil perceber que os transportes públicos lá são o forte na locomoção. Não andamos de ônibus, mas tem linha de metrô na cidade toda! E o melhor, mesmo quando cheio, não há muvuca.

As bicicletas também invadem as ruas da capital francesa. Para quem, assim como eu, não tem bicicleta, ha uns postos de auto-atendimento onde é possível alugar por um preço camarada, são cerca de 20,6 mil bicicletas distribuídas por mais de 1,45 mil postos.  

Agora, se você pretende andar motorizado, é bom saber que o GRANDE forte lá são as scooters e ao contrário do que acontece no Brasil, o trânsito lá é

bem tranquilo. Os franceses costumam respeitar as leis, limites de velocidade, pedestres… e como não tem motoboy, andar de scooter é relativamente seguro!

Para dirigir na França ou em qualquer país da U.E, você precisa ter a Carteira Internacional de Habilitação, com ela o cidadão pode dirigir normalmente durante um ano. Ela deve ser apresentada juntamente com a original brasileira ou seja, o condutor deve estar portanto sempre as duas juntas!

Cada DETRAN tem sua “legislação” específica, então se você não é de São Paulo precisa procurar na sua cidade.

Aqui em São Paulo é simples

Procedimentos:

  • Deve ser o interessado, ou procurador legal, através de procuração por instrumento público, com firma reconhecida por autenticidade. Fica dispensada a procuração, quando comprovado o grau de parentesco, de: avós, pais, irmãos, filhos e cônjuges.
  • Dirigir-se ao Setor de Habilitação para Estrangeiro do DETRAN
  • Requerimento em 2 vias formalizado pelo condutor interessado.
  • Cópia da Carteira Nacional de Habilitação, dentro do prazo de validade.
  • Dirigir-se a rede bancária autorizada, para recolher a taxa referente à expedição da Permissão Internacional para Dirigir – PID, utilizando o código da receita 425-0, no valor de R$ 191,95 ou de R$202,95 no caso de solicitação da entrega do documento por meio dos correios.

Atenção, a Permissão Internacional para Dirigir, não será expedida ao condutor que:

  • Habilitado exclusivamente para conduzir ciclomotores – ACC
  • Durante o cumprimento da penalidade de suspensão do direito ou cassação da permissão para dirigir.
  • Quando pendentes restrições administrativas ou judiciais impeditivas à expedição da Carteira Nacional de Habilitação.

Para mais informações é só entrar no site do DETRAN.

 

Ah, muita gente tem vindo tirar dúvidas comigo por MSN ou Gtalk, postem as dúvidas nos comentários, assim podemos ajudar todos! =]

Finalmente, um rumo!

Depois de mudar de ideia 15364758 vezes, eu e Aliki conseguimos, finalmente, decidir o que vamos fazer. Vamos para Paris em junho, estudar na France Langue durante um ano. Depois disso ainda não temos certeza do que vai acontecer, mas não é o momento para esse tipo de preocupação.

Conseguimos escolher o rumo de nossos estudos depois de ir ao Ifesp ontem, conversar com a coordenadora Alexandrine. Por um momento, havíamos cogitado ir para a França somente em setembro, direto para a pós-graduação.

As meninas já explicaram o que é o Ifesp no post “Um Visto, Duas Olheiras e uns Sorrisos“. Chegamos lá achando que a moça iria iluminar a nossa vida, mas não foi nada disso. Ela simplesmente traduz o que está escrito em sites como Campus France ou o da universidade que você pretende cursar.

Depois disso, te passa para uma secretária para, a todo custo, te vender um curso de francês. No fundo, esse é o lance deles. Lógico que ela deve ajudar na hora de montar o dossiê de candidatura (necessário para entrar nas universidades francesas), mas a partir do momento que você está fluente na língua, já não há a menor necessidade.

Fora que o curso é uma fortuna, mais caro que na Aliança Francesa, por exemplo. E já que é pra gastar dinheiro, que seja em Paris!

Dica


Para aproveitar o fim de semana já pegando familiaridade com a língua, sugiro a Oui FM.

Quando estivemos em Paris no fim do ano só ouvíamos essa rádio, que toca rock francês (pode soar estranho, mas não toca só isso…hahaha). Au revoir!

Vovô Ferdinando part III

Essa história de vovô Ferdinando vai chegar em “part CXII” até o final das pesquisas.

Com a certidão de casamento dos meus avós eu tinha a pista da suposta cidade em que meu avô nasceu. Entrei em contato com algumas das cidades no RS em que meu avô pudesse ter sido registrado e nada. Então em um desses lugares a moça que me atendeu no telefone pensou em uma coisa óbvia que eu não havia pensado. Para se casar meu avô precisou apresentar algum documento, como eu tinha a certidão de casamento era só achar o cartório e voilá! Dito e feito. Descobri que ele foi registrado em Faxinal do Soturno – RS.

Segunda-feira ligarei lá novamente para ver se na certidão consta alguma informação sobre o Ferdinando!

Então vamos aos documentos:

– Certidão de casamento dos meus pais: OK

– Certidão de nascimento da minha mãe: OK

– Certidão de casamentos dos meus avós: OK

– Certidão de nascimento do meu avô: OK

 

Finalmente parece que estou no caminho certo para a vida em Paris! (L)